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01 de Dezembro de 2017

Quando usar uma bota imobilizadora

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Escolha avalia tipo, gravidade e local da lesão, além do perfil do paciente

Após uma fratura ou outra lesão é obrigatório respeitar o período de cicatrização das estruturas lesionadas. O corpo humano, por mecanismos próprios, age para restaurar a região lesionada e o papel mais importante de quem se machucou é evitar que esta região sofra qualquer sobrecarga ou movimento que possa dificultar o processo de reabilitação. É nestes casos que a bota imobilizadora pode ser uma excelente aliada: imobilização da articulação do tornozelo, para restauração e cicatrização de estruturas lesionadas como tendões, músculos, ligamentos, ossos e cartilagens.

Segundo o fisioterapeuta Regis Severo, que atua na área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na Mercur, indústria localizada em Santa Cruz do Sul (RS), o período de reabilitação varia de acordo com o tipo, gravidade, localização da lesão e perfil do paciente - que inclui idade e nível de atividade diária - e necessidade ou não de uma intervenção cirúrgica para a colocação de fixadores internos, como pinos, parafusos, hastes, entre outros.

Ele explica que as lesões mais comuns na região do tornozelo são as entorses, conhecidas também como torções de tornozelo, que podem variar em diferentes graus de acordo com a gravidade, ruptura do tendão do calcâneo (tendão que liga o músculo da panturrilha ao tornozelo), e as fraturas da região. “Além da articulação do tornozelo, as fraturas na região do pé, dedos e na perna também podem ser tratadas com uso da bota imobilizadora, substituindo o gesso em algumas situações, de acordo com a gravidade da lesão e a escolha médica”, ressalta.

Qual a diferença entre a bota imobilizadora e o gesso?

No caso do gesso, o nível de imobilização é maior, chamada de imobilização rígida, onde a pessoa não conseguirá movimentar a articulação em hipótese alguma, o que não é imprescindível em toda lesão, pois em alguns casos nem todas as estruturas ósseas precisam estar imobilizadas ou inacessíveis. Já com a bota, o nível de imobilização tende a ser um pouco menor, e estará condicionado aos ajustes do produto ao corpo da pessoa, fator que pode ser modificado durante o uso já que existem diferentes modelos e tamanhos que se adaptam ao usuário.

“A diferença maior entre as duas opções se dá no decorrer do tratamento. As botas imobilizadoras permitem que durante o tratamento e conforme a necessidade ou recomendação, o produto seja retirado para a realização de procedimentos fisioterapêuticos como eletroterapia, drenagens manuais, massagens e mobilizações articulares, além de facilitar a higiene local e a troca de curativos, melhorar a transpiração local e reduzir desconfortos como calor, coceiras, entre outros”, explica Regis. Ele ressalta ainda que a bota possibilita maior conforto e facilidade para caminhar quando o apoio sobre o pé lesionado já está autorizado. Por este motivo é importante sempre consultar um profissional da saúde.

Gustavo Corrêa, que já utilizou tanto o gesso, quanto a bota imobilizadora em duas situações de lesão no tornozelo, ressalta que a principal vantagem que sentiu ao utilizar a bota foi na questão da higiene. “Dá para tirar para tomar banho, limpar e até para deixar a região respirar um pouquinho”, conta.

Alguns cuidados para melhorar o conforto durante o uso da bota

Prevenção de dores no quadril e lombar: A má postura na forma de caminhar pode ser a causa de sobrecargas nas articulações, tensões e de encurtamentos musculares que muitas vezes se traduzem em dor e desconforto. As regiões do quadril e da coluna lombar são normalmente as mais afetadas, pois é o local que normalmente se concentram as maiores tensões e, além disso, é nestas articulações que normalmente tentamos compensar as alterações posturais dos membros inferiores. Para minimizar estes efeitos, opte por botas que tenham solado ergonômico ou que tenham altura compatível com os calçados que você normalmente utiliza.

Prevenindo o inchaço e as dores: É natural que a circulação sanguínea e linfática diminua na região da perna, tornozelo e pé, em função da restrição de movimento necessária pelo uso da bota. Nestes casos o inchaço/edema pode aparecer e causar dor ou desconforto na região. Para minimizar este efeito, procure manter o pé elevado quando estiver em repouso pois isto facilitará o retorno sanguíneo e linfático, diminuindo o edema. Outra boa opção para reduzir o inchaço e ainda aliviar a dor é utilizar compressas frias, através de bolsas térmicas por exemplo, porém nestes casos busque a indicação e orientação do profissional responsável pela sua reabilitação, para saber como e quando retirar a bota para aplicar o frio.

Qual modelo escolher?

Existem modelos diferentes de botas, que se diferenciam principalmente quanto a altura nas hastes de fixação. A escolha normalmente leva em consideração as características da lesão.

Bota Longa: é a melhor opção para fraturas mais complexas e/ou mais distantes do tornozelo, como na região da perna, por exemplo. Serve também para o período pós-operatório de lesões, como as rupturas de tendões e ligamentos, uma vez que as forças impostas à articulação precisam ser anuladas para que a cicatrização destas estruturas aconteça de maneira mais adequada.

Bota curta: opção mais comum para entorses em graus leves e moderados, fraturas estáveis e menos complexas, em especial as fraturas de dedos ou metatarsos (ossos que estão entre o tornozelo e os dedos do pé).

Outras possibilidades de uso

Pós AVC e lesões neurológicas: as botas imobilizadoras também são utilizadas para posicionar o pé e tornozelo nestas situações, em que tendem a ficar caídos, o que os profissionais de saúde chamam de pé equino. Nestes casos a bota normaliza a posição do pé, mantendo a articulação do tornozelo em uma posição neutra de 90° que evita a deformidade e auxilia no desenvolvimento da caminhada.

 

Sobre a Mercur

A Mercur é uma empresa brasileira fundada em 1924 na cidade de Santa Cruz do Sul (RS) e começou sua trajetória com produtos derivados da borracha. Com o passar dos anos e o repensar constante de suas atividades, compreendeu que tudo o que é produzido para atender as necessidades humanas tem um impacto no ambiente, indivíduos e na sociedade. Por isso hoje assume publicamente o compromisso de participar com pessoas e organizações na criação de soluções sustentáveis para construir um mundo de um jeito bom para todo mundo. Nessa caminhada, tem descoberto novas maneiras de construir soluções com as pessoas, a partir das necessidades delas. Atualmente, a empresa conta com cerca de 700 colaboradores com um portfólio de produtos voltados aos segmentos de educação e saúde: borrachas de apagar, giz de cera, bolsas térmicas, muletas e produtos voltados à pessoa com deficiência.

 

Informações para a Imprensa

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Fernanda Dreier ou Rosângela Florczak

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