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01 de Fevereiro de 2018

Material escolar com matérias-primas renováveis pode proporcionar diálogo e aprendizado entre as crianças

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Cada vez mais as responsabilidades individuais e coletivas em relação ao meio ambiente vêm sendo debatidas e exercitadas nas escolas. Em tempo de volta às aulas, questionar as crianças e adolescentes sobre a origem dos materiais que utilizam no dia a dia pode gerar um bom início de diálogo com eles.

A Mercur, indústria que atua nos setores de educação e saúde, promove mudanças constantes em seus produtos. A empresa busca promover uma educação para a vida, o respeito entre todos os seres em formação e, cada vez mais, utilizar matérias primas renováveis em substituição às não renováveis na natureza em seus produtos. Para isso, realiza pesquisas e promove diálogos com a sua rede de relações sobre as formas de ser e estar no planeta, considerando sempre o bem-estar, que se traduz como “um mundo de um jeito bom para todo o mundo”.

Fabiani Spiegel, que atua na área de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, relata que as pessoas com quais a Mercur se relaciona estão mudando sua forma de pensar e agir: “Hoje encontramos gerações mais responsáveis em relação àquilo que consomem, as quais fazem questionamentos sobre descarte adequado, materiais das embalagens e tipo de matérias-primas utilizadas”.

Márcia Murilo, pedagoga da empresa, comenta que a organização despertou para o fato de que rodas de conversa com as crianças, que oportunizem reflexões acerca do dia a dia delas, a partir de suas vivências, podem ser eficientes para falar sobre sustentabilidade. “Uma postura do adulto em questionar, provocar, mostrar e colocar as crianças em situação de resolução de problemas reais, para que consigam trazer suas ideias e transformá-las em ação e opinião, pode ser um grande aprendizado para todos”, ressalta.

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Mas e você, sabe o que são recursos renováveis e não renováveis?

Hoje todos os produtos da Mercur possuem fontes renováveis e não renováveis, nenhum é 100% só de um ou de outro. Os renováveis são os que, como diz o nome, se renovam ou se regeneram após serem utilizados pelo homem, como as florestas, o solo, a luz do sol e a água. 

A bióloga Elisa Orlandi, que é professora na plataforma Biologia Total, alerta que ser renovável não significa que podemos usar sem preocupação. “Por exemplo, o ciclo da água, o movimento que ela faz na natureza é circular e permanente, passando de um estado para outro, mas se for poluída, apesar de renovável, não poderá mais ser utilizada por nós”, explica. 

Já os não-renováveis são aqueles que se retirados da natureza pelo homem, não se regeneram, como o ferro, o ouro e o petróleo. “O petróleo, por exemplo, é uma substância que leva milhões de anos para se formar e depende de uma situação bem específica, que é a submissão de matéria orgânica à pressão e temperatura por um longo período de tempo após sofrer a ação de bactérias decompositoras”, explica a bióloga. Ela alerta para o fato de que hoje o petróleo é explorado em excesso pelos homens e que a natureza não consegue produzir essa substância na mesma velocidade em que é consumida, logo não é uma fonte inesgotável e por este motivo é importante o uso moderado e planejado.

“Uma dificuldade que temos com os alunos é trabalhar essa ideia de que tudo que compramos “consome a natureza”. Eles são muito ligados ao que está na moda, e isso faz parte da necessidade de se sentirem inseridos em um determinado grupo, e em nome disso consomem muitos recursos naturais. Trocam de celular todos os anos, compram muitos produtos que logo deixam de ser do seu interesse e não refletem sobre a origem deste produto, o que foi utilizado para ele ser produzido. Materiais escolares com essa pegada podem ser aliados na nossa prática pedagógica. Assim conseguimos trabalhar essa questão de repensar os hábitos de consumo e motivar a busca por um modo de vida o mais sustentável possível”, ressalta.

BORRACHA LADO B

Em 2011 a Mercur iniciou um projeto com um grupo multifuncional cujo desafio era desenvolver um produto com composição que empregasse, predominantemente, insumos renováveis e com menores níveis de emissão de GEE (Gases de Efeito Estufa). A decisão foi por experimentar mudanças na composição de um ícone da companhia: a borracha de apagar.

Daí surgiu a Borracha Lado B, que possui em sua composição cerca de 49,28% de matéria-prima renovável, enquanto as demais borrachas possuem apenas 12,9%. Ela é composta por cinzas de cascas de arroz – que foram queimadas para produzir combustível visando a geração de energia elétrica – em substituição a materiais não-renováveis, que tradicionalmente integram a formulação das borrachas de apagar.

A cinza da casca do arroz é um resíduo sem utilização posterior, inclusive sem função para aplicação no meio ambiente, ou seja, após transformada em cinza, a casca não possui outro uso possível. A quantidade de cinzas utilizada para compor a borracha LADO B é muito menor do que o volume de resíduos gerado no processo de transformação dele em energia, então a produção da borracha não estimula a queima da casca de arroz para atender a demanda da empresa, mas sim amplia as possibilidades de uso. Confira detalhes:

 GIZ DE CERA VEGETAL

A Mercur modificou a composição do giz de cera. A parafina (componente derivado do petróleo) que não se regenera na natureza, foi substituída pelas ceras vegetais, matéria-prima que se renova ao seu tempo. Dessa maneira, o giz de cera da Mercur passa a ser 80% renovável, o que causa muito menos impacto no meio ambiente. Além disso, o consumidor também é beneficiado com a mudança, pois o giz passa a oferecer maior facilidade de transferência de cor para o papel.

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Sobre a Mercur:

A Mercur é uma empresa brasileira fundada em 1924 na cidade de Santa Cruz do Sul (RS) e começou sua trajetória com produtos derivados da borracha. Com o passar dos anos e o repensar constante de suas atividades, compreendeu que tudo o que é produzido para atender as necessidades humanas tem um impacto no ambiente, indivíduos e na sociedade. Por isso hoje assume publicamente o compromisso de incentivar o consumo responsável e participar com pessoas e organizações na criação de soluções sustentáveis para possibilitar um mundo de um jeito bom para todo mundo. Nessa caminhada, tem descoberto novas maneiras de construir soluções com as pessoas, a partir das necessidades delas. Atualmente, a empresa conta com cerca de 700 colaboradores e com um portfólio de produtos voltados aos segmentos de educação e saúde: borrachas de apagar, giz de cera, bolsas térmicas, órteses, muletas e produtos voltados à pessoa com deficiência.

 

Informações para a Imprensa:

Engaje Comunicação Inteligente

Fernanda Dreier e Rosângela Florczak

(51) 9 9550.8614 e 3378.1136

mercur@engajecomunicacao.com

 

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