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14 de Março de 2018

Tecnologia Assistiva acessível e fabricada no Brasil

 

Projeto Diversidade na Rua, da Mercur, lança três novos recursos no mês de março

Foto: Kathiely Watte

Foto: Kathiely Watte | Novo fixador em tira preto veio para atender a necessidade de uma opção mais discreta

Termo ainda novo para muitos, Tecnologia Assistiva é a variedade de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar a capacidade de desempenho de pessoas em suas Atividades de Vida Diária (AVDs), promovendo autonomia e real inclusão.

A Mercur, indústria de produtos para a Saúde e Educação localizada em Santa Cruz do Sul (RS), desde que começou a repensar seu papel enquanto indústria, busca formas de entender as reais necessidades das pessoas e disponibilizar seu conhecimento e estrutura para oferecer acesso a serviços que tenham significado para todos. Foi assim que surgiu, em 2011, o Diversidade na Rua, um projeto que a partir de oficinas com a comunidade, profissionais de saúde, familiares e pessoas com deficiência, cocria recursos de Tecnologia Assistiva que promovem, facilitam ou resgatam a possibilidade de realizar atividades de vida diária como se alimentar, escrever, segurar objetos, escovar os dentes e até se maquiar.

Segundo Cristina Fank, terapeuta ocupacional que atua na Mercur, desenvolver produtos com as pessoas e não para elas é o que faz sentido na caminhada do Diversidade na Rua. “Consideramos as pessoas como o centro do processo, como sujeitos que têm necessidades, desejos, ideias e muito a contribuir na criação de recursos que sejam realmente funcionais e facilitem o dia a dia”, relata.

Desde o início do Diversidade na Rua a Mercur já materializou 20 recursos de Tecnologia Assistiva cocriados nas redes com quem se relaciona. Dentre eles, três novos que estão disponíveis a partir de hoje na Loja Online da empresa: uma Cinta Protetora de Gastrostomia, um Fixador em Alça e um Fixador em Tira na cor preta. Mas o que isso quer dizer ou para que servem estes produtos? Explicamos:

A Cinta Protetora de Gastrostomia serve para dar mais segurança e conforto para pessoas que perderam temporariamente ou definitivamente a capacidade de deglutir alimentos, desta forma alimentam-se por meio de cateter ou bóton. É indicada para nutrição de longa permanência, disfagia, câncer de boca ou garganta, acidente vascular cerebral e durante alguns tratamentos como quimioterapia, radioterapia, alzheimer e casos de desnutrição severa.

Foto: Kathiely Watte

Foto: Kathiely Watte | Disponível em quatro tamanhos, produto também atende a necessidade de crianças em tratamento

A terapeuta ocupacional Vivian Scotti e a fisioterapeuta Nedi Martins, de Passo Fundo, fizeram parte da cocriação e legitimação deste produto. Entre as vantagens está o ganho de peso, um menor risco de infecção, maior leque de opções alimentares, menos complicações pulmonares e a melhora da autoestima dos pacientes, já que a sonda fica por baixo das roupas, facilitando o convívio social. Está disponível em quatro tamanhos, que atendem crianças e adultos.

Foto: Kathiely Watte

Foto: Kathiely Watte

Já o Fixador em Alça é um recurso que possibilita que pessoas com dificuldade de preensão possam segurar objetos robustos como copos, canecas, garrafas, mamadeiras, celulares, brinquedos e até a cuia do chimarrão. Este recurso surgiu a partir de uma necessidade da Débora, de 9 anos, filha da Aline Cavali, que após participar de uma oficina de experimentação do Diversidade na Rua, criou um protótipo a partir de uma bolsa para água quente.

Foto: Kathiely Watte

Foto: Kathiely Watte | Fixador em alça permite segurar objetos maiores como copos, garrafas e até a cuia de chimarrão

“Temos que adaptar praticamente tudo para a Débora, de cama a banheiro. É muito bom poder participar do processo de criar um recurso para ela, ter a oportunidade de contar as nossas experiências com ele e melhorá-lo até atender as necessidades de mais pessoas. Antes não pensávamos que a minha filha pudesse segurar a mamadeira, hoje ela faz até sem o recurso e consigo perceber a alegria em seu rosto quando consegue realizar uma tarefa diferente", conta. O fixador em alça está disponível em duas versões, simples e duplo, e em tamanhos que atendem crianças e adultos. Neste link você pode conhecer mais sobre a Débora e a Aline e suas contribuições no projeto: https://goo.gl/d26yVF

Foto: Kathiely Watte

Foto: Kathiely Watte | Protótipo foi elaborado a partir de uma oficina de experimentação do Projeto Diversidade na Rua

Outro recurso que permite segurar objetos é o Fixador em Tira, que agora ganha uma versão em preto. Ele é um dispositivo que auxilia pessoas no momento de segurar objetos como talheres ou lápis. Já fabricado em versões coloridas, agora está disponível também, em dois tamanhos, para quem prefere uma opção discreta.

Foto: Kathiely Watte

Foto: Kathiely Watte | Fixador em tira permite fixar talheres e objetos de higiene pessoal nas mãos

O que é Tecnologia Assistiva?

Os recursos de Tecnologia Assistiva podem variar de uma simples muleta a um complexo sistema computadorizado. Podemos listar roupas adaptadas, brinquedos, hardwares e softwares especiais, recursos para mobilidade manual e elétrica, dispositivos para adequação de postura sentada, aparelhos de escuta, entre outros milhares de itens confeccionados para manter, melhorar ou aumentar as capacidades funcionais de uma pessoa. Já os serviços, são definidos como aqueles que auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar e usar os recursos acima definidos e até participam da criação de recursos para elas, como terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, entre outros profissionais da saúde e até engenheiros, arquitetos, designers e técnicos de muitas especialidades.

Como surgiu o Diversidade na Rua?

O começo foi em 2009, quando a Mercur questionou a si mesma: como uma indústria poderia contribuir na Educação ou atrapalhar menos? A resposta foi buscada através da própria educação. Durante um ano foram promovidas na empresa oficinas com o Instituto Paulo Freire sobre a pedagogia do oprimido. Dentre todos os aprendizados e questões que surgiram em rodas de conversa com os educadores, decidiu-se que o ponto de partida seria eliminar os personagens dos produtos da empresa porque eles não colaboravam em nada com a educação e ainda segregavam as crianças. Destas mesmas conversas surgiu o apontamento de que as indústrias não pensavam nas pessoas com deficiência ou que os produtos feitos para elas eram sem graça e vendidos por valores inacessíveis para a maioria das pessoas. Até hoje o Diversidade na Rua já desenvolveu, com o apoio de sua rede, uma série de recursos que já apoiam muitas pessoas em suas AVDs. É uma forte rede formada por pessoas de todo o País que compartilham conhecimento para gerar bem-estar. Mensalmente o projeto promove um debate online em que abre espaço para o diálogo e para mobilização de pessoas interessadas por temas específicos. Para participar e ficar por dentro de tudo que acontece, basta fazer um breve cadastro: http://www.diversidadenarua.cc/usuarios/entrar.  

 

Informações para a Imprensa:

Engaje Comunicação Inteligente

Fernanda Dreier e Rosângela Florczak

(51) 9 9550.8614 e 3378.1136

mercur@engajecomunicacao.com

 

 

 

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