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11 de Maio de 2018

Autismo: compreender para acolher

Debate online do Projeto Diversidade na Rua, da Mercur, promove espaço de fala e escuta sobre Autismo

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Abril acabou, mas um mês é muito pouco para falar e conscientizar sobre o Autismo e as muitas questões de quem adentra este universo. Por este motivo, no dia 16 de maio, a partir das 19h, o projeto Diversidade na Rua, da Mercur, promove um debate online, um espaço de fala e escuta para quem gostaria de saber mais sobre o tema ou pode ensinar algo a respeito. A conversa será mediada pela psicopedagoga Fausta Cristina Reis, mãe de três filhos, entre eles uma garota de 15 anos chamada Milena, com a qual escreve o blog Mundo da Mi, um espaço em que relatam suas experiências e vivências sobre o autismo há 12 anos.

Segundo ela, conquistar um espaço de fala e de conscientização sobre o autismo foi uma grande luta. “Por não ser visível, não trazer nenhuma marca física, nenhuma característica que mostre que a pessoa com autismo têm uma deficiência, muitas pessoas não compreendem esta síndrome. É preciso saber que as pessoas com autismo tem uma síndrome que afeta o comportamento e que é injusto exigir delas um comportamento padrão. As pessoas com autismo não agem de forma diferente de propósito e o que é visto como falta de educação, na maioria das vezes é uma forma de expressão”, conta.

Segundo dados do CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, existe hoje um caso de autismo a cada 110 pessoas. Dessa forma, estima-se que o Brasil, com seus 200 milhões de habitantes, possui cerca de 2 milhões de pessoas com autismo.

A psicopedagoga ressalta que é muito fácil para qualquer pessoa modular a pressa, por exemplo, quando tem que dar lugar na fila para alguém em uma cadeira de rodas, um idoso de cabeça branca e aparência frágil ou uma pessoa cega. “Mas se chego com minha filha, uma linda moça de 1,75 de altura, as pessoas naturalmente não entendem a sua necessidade e principalmente seu direito à prioridade. Ninguém estará comigo em casa quando o estresse excessivo dado o barulho do lugar, o imprevisto da saída de casa, as esperas longas e muitas outras questões, deixarem minha filha desorganizada e agitada”, relata. Ela explica que reações em uma crise vem à tona geralmente em casa, com choros, gritos e muitas vezes auto agressões que partem o coração de quem convive, mas que podem passar por birra para quem assiste.

A descoberta do autismo fez com que Fausta passasse a enxergar as diferenças e respeitá-las, a fez uma pessoa mais paciente e tolerante, menos vaidosa e superficial. Estes serão alguns dos temas abordados por ela no debate aberto.

O formato do debate é como o de um fórum: as questões são lançadas pelos participantes e todas as respostas podem ser replicadas. Para interagir, é preciso fazer um cadastro rápido e simples. Por ser aberto ao público, toda pessoa que tenha interesse pode participar, basta acessar www.diversidadenarua.cc/debate.

 

SERVIÇO

Debate Aberto Diversidade na Rua

Tema: Autismo: compreender para acolher

Data:  16 de maio de 2018

Horário: 19h

Para participar acesse: http://www.diversidadenarua.cc/debate

 

Como uma pessoa com autismo se relaciona com o mundo?

Depende do autista, depende do ambiente em que vive, depende de como é tratada. Por este motivo, generalizar não é uma opção. “Antes de ser autista, é uma criança e como toda criança tem personalidade diferente. Tem autista que é agitado, ou calmo, ou tímido, ou extrovertido. Um mito que precisa ser derrubado até para ajudar as pessoas a reconhecerem o autismo precocemente é o de que o autista não é carinhoso ou que vive em seu próprio mundo”, conta Fausta.

Ela explica que cada autista é único e que a síndrome afeta de maneira diferente cada indivíduo. Algumas pessoas com autismo têm déficit cognitivo, ou seja, dificuldade de aprendizagem. Outras não. Por isso é chamado espectro, justamente por conta da variação dos graus de comprometimento. É por isso que em casa e na escola as necessidade desta pessoa precisam ser: avaliadas, dimensionadas, consideradas no planejamento para sua educação.b

 

Como o mundo pode se relacionar com uma pessoa com autismo? 

A pessoa com autismo não dá os retornos que uma pessoa típica dá. Por exemplo, se você elogia o sapato novo dela, ela não vai te olhar e sorrir, muitas vezes ela pode até mesmo não te agradecer e isso não significa que ela não ouviu, nem que ela não entendeu. Também não significa que ela não gostou do elogio, significa que ela não vai te dar a resposta padrão que você está habituado.

A pessoa pode não te olhar nos olhos, isso também não significa que ela não esteja prestando atenção. A pessoa com autismo pode fazer algo inadequado, isso não significa que ela seja mal educada ou que esteja faltando quem lhe ensine boas maneiras, no caso de ser uma criança. Você pode até pensar que ela não aprendeu por culpa dos pais, só porque ela é inteligente a ponto de saber algumas coisas incríveis (muitas crianças com autismo tem habilidades especiais, embora nem todas), mas na verdade ela tem um desenvolvimento irregular, ou seja, algumas áreas estão muito desenvolvidas enquanto outras estão muito atrasadas.

 

 

Informações para a Imprensa:

Engaje Comunicação Inteligente

Fernanda Dreier

(51) 3378.1136

mercur@engajecomunicacao.com

 

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