“As pessoas são o centro de todas as motivações da Mercur” - Mercur

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“As pessoas são o centro de todas as motivações da Mercur”

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16/07/2019

“As pessoas são o centro de todas as motivações da Mercur”

Breno Strüssmann, facilitador da Mercur, participou de painel sobre as estruturas organizacionais na nova economia digital

Na quarta-feira (10), o facilitador de processos e projetos da Mercur Breno Strüssmann participou da série Futuro do Trabalho, um painel do Dito Efeito, iniciativa do Pacto Alegre que tem como propósito discutir as prováveis rupturas na forma de trabalho que são influenciadas pela globalização, impulsionadas por tendências culturais e socioeconômicas e intensificadas pela tecnologia. O evento aconteceu na uMov.me Arena.

Breno contou sobre como a Mercur atua para ser cada vez mais comprometida com a construção de relacionamentos que valorizam a vida

Breno contou sobre a virada de chave que reforçou a identidade da Mercur há cerca de uma década, sobre a Visão 2050 e como a empresa atua para ser cada vez mais comprometida com a construção de relacionamentos que valorizam a vida. Ele resgatou o ponto de partida das mudanças feitas pela organização, que foi o questionamento de como seria o mundo se a empresa deixasse de existir e contou das buscas para fazer uma transição que considera as pessoas como o centro de todas as motivações. Breno contou sobre como a Mercur atua para ser cada vez mais comprometida com a construção de relacionamentos que valorizam a vida

“A Mercur é o que é porque ela consegue manter a sua identidade. São muitas as tendências exponenciais, são muitas as tendências digitais, mas a gente sempre se pergunta: é nessa que vamos surfar? Essa é a nossa onda? Ela se relaciona com a nossa identidade? Então se precisamos mudar, temos o cuidado de manter a nossa identidade, nossos valores vitais e essenciais. Culturas a gente muda, valores a gente tem que se questionar muito antes de mexer”, ressaltou.

Referente ao tema principal do evento, o Futuro do Trabalho, comentou que é uma questão central na Mercur e que a geração de ocupação e renda local são muito importantes para a empresa. A indústria já passou por momentos delicados em que ao invés de fazer rescisões, optou por convidar os colaboradores a um acordo de redução de carga horária. Por este motivo, há 3 anos a Mercur não opera na sexta-feira à tarde.

“Estamos passando agora mesmo por um processo bastante estranho da economia. Mas uma consideração que sempre vem nas rodas de conversa é a valorização das pessoas. Se há alguma condição que será a última a tomarmos, é pensar em rescisões por questões econômicas. Há outras coisas que são importantes. Talvez mais do que a gente continuar nessa pauta de concentração de riqueza, de crescimento pela economia. Será que é a economia crescendo que vai mudar os problemas que temos ou nós é que temos que assumir um decrescimento? Será que esse decrescimento vai ter que ser forçado? Como que a gente qualifica mais, respeita mais o que e quem existe ao invés de ter essa questão tão louca de ter que estar crescendo?”, questionou.

Ele explicou que a empresa considera essencial pensar como faz o que faz e a serviço do que faz, pois a humanidade vivencia um crescimento de impactos que não condiz com uma a possibilidade de sobrevivência saudável para as pessoas. Por isso a revisão da busca incessante pelo crescimento

 

“Como a gente ameniza a competitividade tão enraizada nos ambientes de trabalho?”

Breno iniciou ainda uma reflexão sobre ambientes opressores ou emancipadores e a colaboração entre as pessoas.“Em quantos ambientes hoje temos relações opressoras, em quantos há relações emancipadoras? Como amenizamos a competitividade tão enraizada nos ambientes de trabalho? Porque se partimos do princípio de que a união faz a força, é na colaboração que a gente vai encontrar alternativas e novas possibilidades e não na questão da competição”, disse.

Segundo ele, há atualmente uma carência de confiança no ambiente de trabalho. Isso surge pela falta de relacionamento e amorosidade entre as pessoas:

“As pessoas precisam conversar mais sobre suas relações dentro e fora do trabalho, demonstrar mais amorosidade e dar espaço para que o outro possa ser. As questões sociais e ambientais são graves, estão expressas e nós, como empresas, temos um papel social e ambiental muito importante para cumprir. Se não refletirmos nós vamos caminhar para danos ainda maiores.”

Quando o assunto foi Tecnologia, o facilitador contou que a presença da Mercur no ambiente digital é recente e emergiu das relações que construiu no universo offline, no Laboratório de Inovação Social, em oficinas de cocriação com as pessoas. “Com os aprendizados que tivemos, montamos um laboratório e viemos trabalhando oficinas de aprendizagem em torno dessa nova cultura e posicionamento. Nossa presença no universo digital é para abrir mais diálogos e espaços de troca”, conta.

Ele comentou ainda que acredita que o movimento que substitui pessoas por tecnologia pode gerar uma seara de grande desemprego. “Não é a questão de que não vamos ter mais empregos. Nós vamos ter pessoas que não vão conseguir remar essa onda e elas vão se afogar. Nós temos muita tecnologia, mas temos uma carência de significado. Nós estamos presenciando o crescimento da depressão a nível global e a tecnologia tem culpa nisso. Então, como podemos melhorar? O ser humano é muito complexo para ser inserido com tanta pressa no universo digital. As evoluções não acontecem ao mesmo tempo para todos. Cada pessoa tem o seu tempo e momento. Talvez o melhor indicador para empresas deveria ser verificar como está a saúde integral dos seus colaboradores. Como que a gente resgata a nossa natureza para ter um equilíbrio emocional mais condizente? Como aproximamos isso da tecnologia?”, questionou.

 

A edição do evento teve curadoria do diretor do Tecnopuc e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação da PUCRS, Rafael Prikladnicki e mediação de Eduardo Cheffe, publicitário, pós-graduado em Dinâmica dos Grupos pela SBDG. Os demais painelistas foram José Renato Hopf (Fundador e CEO da 4All) e Guilherme Massena e Eduardo Hommerding (co-fundadores da Dobra). FOTO: Divulgação uMov.me

Guilherme e Eduardo conheceram a Mercur recentemente, quando compartilharam aprendizados do manual de cultura Dobra, que tem como propósito tornar o mundo um lugar mais aberto, irreverente e do bem. “Acredito que a Mercur está completamente conectada no tempo em que a gente está vivendo, nos valores que a gente precisa ter para continuar construindo e desconstruindo algumas coisas para que nossa sociedade seja cada vez mais do bem”, comentou Guilherme.

A conversa está disponível na íntegra no canal do YouTube da uMove.me.

Informações para a Imprensa:
Engaje Comunicação Inteligente
Fernanda Dreier
(51) 3378.1136
mercur@engajecomunicacao.com

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