Em cinco anos, empresa deixa de utilizar 216 toneladas de plástico - Mercur

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Em cinco anos, empresa deixa de utilizar 216 toneladas de plástico

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08/08/2019

Em cinco anos, empresa deixa de utilizar 216 toneladas de plástico

Objetivo da Mercur é reduzir o uso de todo tipo de insumos não renováveis em sua operação

Com o compromisso institucional de unir pessoas e organizações para construir encaminhamentos e criar soluções sustentáveis, a Mercur compreende que tem um papel social importante na busca pela redução de impactos sociais e ambientais.

Na empresa, a busca pela substituição de matérias primas não renováveis nos produtos iniciou há bastante tempo. Isso inclui desde a composição de produtos, como a do giz de cera, que agora é feito com cera vegetal e não mais parafina (derivado de petróleo), até a redução da utilização de plástico nas embalagens e no uso no dia a dia da empresa.

O trabalho para reduzir e eliminar o plástico nas embalagens dos produtos fabricados pela marca iniciou em 2012. De lá para cá, a Mercur deixou de utilizar cerca de 216 toneladas do material (volume calculado com base em produtos vendidos de 2013 a 2018). As embalagens de plástico dos produtos para a área da Saúde foram substituídas por caixas de papel, feitas com papel cartão reciclável e de fonte renovável. Além disso, a impressão é feita com tinta atóxica e o acabamento em verniz à base d’água, que evita contaminações ao meio ambiente após o uso e facilita a reciclagem.

Embalagens de plástico foram substituídas por caixas de papel com impressão atóxica e selo FSC

João Trinks, que atua na área de Impactos das Atividades, conta que o olhar para a substituição do plástico é constante e recorrente na empresa, pois o tema está diretamente ligado às decisões estratégicas. “São movimentos orgânicos que naturalmente vão ganhando corpo, reforçando o posicionamento que incentiva que a questão da substituição do plástico ganhe notoriedade e velocidade. Se a Mercur tem como propósito participar da construção de um mundo de um jeito bom pra todo o mundo, precisa olhar para isso o tempo todo. A busca pela redução do plástico não ocorre de forma isolada, temos um Direcionamento que trata sobre matérias primas e insumos renováveis”, ressalta.

Segundo ele, grandes aprendizados acontecem desde que a empresa posicionou sua atuação para o cuidado sistêmico com as questões humanas, sociais, ambientais e econômicas.

Insumos renováveis são prioridade

Desde 2009 a Mercur busca aprofundar o conhecimento sobre todos os insumos ou materiais utilizados nos processos produtivos. Cada item recebido dos fornecedores é avaliado. Com base nestas informações, a empresa define novos projetos que busquem a redução do consumo de matérias-primas não-renováveis, que vai muito além do plástico, como por exemplo a substituição de cargas e óleos minerais por cargas e óleos vegetais e renováveis.

“Quando desenvolvemos produtos novos ou fazemos melhorias nos já existentes, consideramos a possibilidade de substituir os insumos não-renováveis ou parte deles por insumos renováveis. Mas nem sempre é possível substituir e, neste caso, nos desafiamos a reduzir a quantidade de material usado no produto”, comenta Airton Heck, que atua na área de Pesquisa & Desenvolvimento.

Alguns exemplos são:

Giz Tijolinho da Mercur é feito com ceras vegetais

– Substituição da Parafina (derivado de petróleo) por Cera Vegetal no Giz de Cera. A parafina é um derivado do petróleo que leva milhões de anos para se formar. Por isso a composição do produto foi modificada e passou de 40% renovável para 80% renovável.
A Borracha Lado B, que foi desenvolvida a partir da substituição de cargas minerais por cinza da casca de arroz, queimada para a geração de energia. Saiba mais em: www.mercur.com.br/ladob
– Mobilização CO-labora, um projeto com o objetivo de desenvolver muletas considerando novas alternativas de design e matérias-primas, com menor impacto humanoeconomicosocioambiental, custo acessível e viabilidade de fabricação com ou sem escala. Focado principalmente na redução do uso de alumínio.
– Redução do tamanho dos fechos aderentes (velcros) em produtos da Saúde, para reduzir o consumo de insumos não-renováveis
– Substituição de embalagens plásticas por embalagens de papelão.
– Otimização de embalagens, buscando redução de tamanhos ou melhor aproveitamento, para minimizar o consumo de materiais, sem prejudicar a proteção necessária ao produto.
– Foco na redução do consumo de materiais, sem prejudicar a função, durabilidade e segurança do produto.

Em breve a empresa vai lançar o seu primeiro produto desenvolvido de matérias-primas 100% renovável.

Reduzir é a regra

Outro exemplo é o interesse em reduzir espaço no transporte e armazenamento dos produtos e reduzir também cada vez mais as emissões de CO2, mesmo a empresa sendo carbono neutro desde 2015.

A Mercur se preocupa agora em reduzir também a quantidade de papel empregada nas embalagens. Um produto que foi redesenhado e será lançado em breve, por exemplo, passa a contar com uma embalagem única para os modelos de diferentes tamanhos. Com isso, em um ano, a empresa vai reduzir o uso de 1,28 toneladas de papel na produção das embalagens e 5,33 toneladas de CO²e provenientes do transporte da matéria-prima das caixas deixarão de ser emitidas. Essas reduções materializam o cuidado e a responsabilidade em reduzir impactos, considerando aspectos econômicos, humanos e socioambientais.

Jorge Hoelzel, facilitador da Mercur, explica que a ideia de reduzir o uso e o consumo de todo o tipo de material tem a ver com a finitude de recursos no planeta.

“Na medida em que crescemos como número de indivíduos, sem que haja a mesma contrapartida em espaço físico, é natural percebermos que uns tomam o lugar dos outros. Onde havia uma floresta agora existe uma monocultura, que para sobreviver e remunerar o investimento realizado, precisa eliminar todo o tipo de concorrência. Nestes casos, centenas de vidas diversas precisam abrir espaço para um outro tipo de vida limitadíssimo em diversidade. Este pequeno exemplo se repete infinitas vezes e das mais variadas formas, o que nos mostra que, em regra geral, a ação do ser humano vem diminuindo sensivelmente a diversidade de vidas do planeta modificando ou interferindo na vida como um todo”, ressalta.

Resíduos recicláveis que geram emprego e renda

Há cerca de sete anos a Mercur tem uma parceria estabelecida com a Cooperativa de Catadores e Recicladores de Santa Cruz do Sul (Coomcat) por acreditar e incentivar também a economia solidária. A empresa entrega semanalmente para a cooperativa levar à usina de reciclagem materiais como papel, papelão, plástico colorido e cristal e lonas.

Visita de colaboradores à Cooperativa durante o Plano de Educação promovido pela empresa para que todos tenham conhecimento dos processos, inclusive sobre para onde vão os resíduos gerados na operação

A coordenadora de produção da Coomcat, Angela Maria Nunes, que trabalha junto a outros 51 catadores, ressalta a importância de as empresas separarem o material corretamente antes de destiná-lo à doação.

“Esse material que chega para nós é um material nobre, que soma muito valor na nossa renda. Contamos os dias para a chegada do material da Mercur porque vem tudo limpo e organizado, a cada dia que passa eles estão classificando mais, contribuindo com o nosso trabalho. Essas entregas semanais organizadas dão um equilíbrio para que tenhamos força e sejamos cada vez mais bem colocados no comércio destes resíduos”, comenta.

São 51 famílias, a maioria delas residente em bairros carentes, beneficiadas com a renda. Um estudo levantou que apenas em 2018 a quantidade de resíduos recicláveis recolhidos pela cooperativa foi de 929 toneladas. O equivalente a:

Papel: 504 toneladas recolhidas – 10.820 árvores preservadas
Plástico: 247 – toneladas recolhidas – 137 mil litros de petróleo preservados
Metal: 72 toneladas recolhidas – 358 toneladas de minério preservadas
Vidro: 106 toneladas recolhidas – 136 toneladas de minério preservada

A Coomcat
É uma Cooperativa de Catadores que atua na prestação de serviços solidários. Este formato de trabalho e prestação de serviço possibilita a inclusão de dezenas de catadores autônomos no mercado formal da reciclagem através da autogestão da cooperativa. Os serviços que prestam na cidade de Santa Cruz são o de Coleta Seletiva Solidária, Logística Reversa Solidária e Gestão da Usina Municipal de Triagem. A organização da Cooperativa é contra relações de dominação e exploração, por isso, através da profissionalização de todos os membros, lutam pelo pagamento de um valor justo pela prestação do serviço. Desta maneira podem qualificar cada vez mais o trabalho que beneficia a comunidade, em prol da Economia Solidária.

Informações para a Imprensa:
Engaje Comunicação
Fernanda Dreier
(51) 3378.1136
mercur@engajecomunicacao.com

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