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A criatividade movida pelo questionamento

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16/11/2017

A criatividade movida pelo questionamento

Característica intrínseca de todo ser humano, a criatividade é capaz de transformar a vida de quem inventa e de quem precisa da invenção

O pensamento criativo fez o mundo avançar. Foi e segue sendo o ponto de partida da humanidade para construir e transformar coisas e situações que atendam necessidades. Se pararmos para pensar, estamos o tempo todo sendo, à nossa maneira, criativos. Quando falta um ingrediente para a receita do bolo e improvisamos, quando criamos alguma gambiarra para solucionar um problema em casa, quando decidimos criar uma horta e plantar nossos alimentos, enfim, toda vez que pensamos e buscamos soluções para melhorar a nossa vida e das pessoas que nos cercam.

Com o avanço das tecnologias e da produção em massa, a maioria das pessoas acaba ficando distante do hábito de criar algo com as próprias mãos. No dia 17 de novembro se comemora o Dia da Criatividade, uma oportunidade de reconhecer a capacidade que cada pessoa tem de se recriar e inventar coisas. É isto que a Mercur busca incentivar por meio das oficinas realizadas no Laboratório de Inovação Social, um espaço de aprendizagem aberto à comunidade.

Um grupo de pessoas está posando para a foto. Eles estão com uma bolinha vermelha no nariz.

Para lembrar a data, a empresa questionou, através de uma ação interna, alguns colaboradores para saber o que significa criatividade para cada um. Entre os depoimentos estão o do Rodrigo Dick, que atua na área de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos, e que acredita ser uma habilidade inerente das pessoas, que move inspirações e descobertas.

Já Marlei Kurtz, da área de Contas a Pagar, vê a criatividade como uma ferramenta para lidar com as dificuldades que surgem durante a vida e o facilitador e membro do Conselho da empresa, Jorge Hoelzel, crê que é estar disponível para perceber apreciativamente o que acontece em cada momento da vida, aplicando estas percepções com autonomia e intenção.

Várias pessoas estão atrás de uma bancada na cozinha. Eles sorriem para a foto.

O valor das habilidades manuais

Segundo o sociólogo Richard Sennett, autor do livro O Artífice, as habilidades manuais podem auxiliar toda pessoa a reencontrar o prazer no trabalho, seja ele qual for. “Existe uma ligação intrínseca entre o que fazemos com o corpo e o nosso desenvolvimento intelectual e emocional. Eu defendo uma tese polêmica: todas as habilidades, inclusive as mais abstratas, têm início em práticas corporais. Vamos pegar o desenvolvimento cognitivo das crianças. Ele começa de forma tátil, com jogos de argila, por exemplo”, escreve.

Algumas áreas do conhecimento como design, moda e arquitetura ganham maior destaque quando se fala em criatividade porque estão sempre construindo coisas. Mas com a volta da cultura do “Faça você mesmo” ou “Do It Yourself”, cada vez mais sabemos de alguém que fez a sua própria roupa, sapatos, cosméticos e até móveis. Pessoas de todas as áreas têm se inspirado a criar a partir do reaproveitamento de materiais, seja para fugir do consumismo, para reduzir custos, para ser mais sustentável ou apenas pelo prazer de construir algo com as próprias mãos.

Um coração feito de lã cor de rosa.

A ideia continua a mesma: toda pessoa pode muito bem construir, modificar ou consertar coisas sem ter de recorrer à indústria ou a profissionais caros. Segundo a artesã Luciana Kaempf Gastal* – que desenvolve projetos para várias plataformas digitais e oficinas criativas pelo País, além de projetos faça você mesmo – toda pessoa é criativa e em algum momento da vida está propensa a despertar para isso. “A palavra criatividade vem de CRIAR + ATIVIDADE, logo penso que são os exercícios de criação que nos tornam mais criativos. O despertar é consequência de testes, ensaios, escolhas, pesquisas e, para que tenhamos resultados, precisamos sair da zona de conforto e buscar alternativas”, ressalta.

Lu Gastal está em pé segurando um filtro dos sonhos.

E se a criatividade tem como alicerce o questionamento, Luciana acredita que é preciso, também, debater o criar, buscar novos métodos e não se conformar com situações que pareçam irreversíveis. “Durante muito tempo fomos educados para reproduzir modelos, para ser o que nossos pais foram, para produzir o que nossos mestres produziram. É totalmente possível fazer diferente, incentivar novos olhares, descobrir colocando “as mãos em atividade. Quem imagina que as ideias brotam solitárias engana-se. Elas nascem de tentativas, de erros, de buscas, de acertos, e nessa dança de cores e estilos vão se moldando novas alternativas”, diz.

 

*Luciana Kaempf Gastal, conhecida como Lu Gastal, trabalha com artesanato desde criança, mas foi em 2010 que passou a se dedicar integralmente às artes manuais e suas consequentes produções criativas. Ela desenvolve projetos para plataformas digitais e oficinas criativas por todo o País, além de matérias, posts e projetos faça você mesmo. Além disso participa do grupo de artesãos do programa semanal É de Casa, da Rede Globo, e em dezembro deste ano lançará seu primeiro livro, chamado Relicário de Afetos. Acompanhe o lançamento e outros projetos pelas redes: @lugastal e /lugastal.

 

Informações para a Imprensa:

Engaje Comunicação Inteligente

Fernanda Dreier e Rosângela Florczak

(51) 9 9550.8614 e 3378.1136

mercur@engajecomunicacao.com

 

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