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Agosto Dourado: a importância da amamentação

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22/08/2018

Agosto Dourado: a importância da amamentação

Uma mulher está segurando um bebê em seu colo. O bebê olha e sorri para a foto.

O aleitamento materno é um ato de amor. Além de criar laços entre mãe e filho, a amamentação traz diversos benefícios, tanto para um quanto para o outro. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o leite materno é um alimento completo, que tem capacidade de fortalecer o sistema imunológico e suprir as necessidades nutricionais do bebê. Entre os benefícios para os pequenos estão a proteção contra diarreias, infecções respiratórias e alergias, além de diminuir o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes e a chance de desenvolver obesidade.

Para alertar sobre a importância do aleitamento materno, em 12 de abril de 2017, o governo federal instituiu agosto como o mês do aleitamento materno, o chamado Agosto Dourado, por meio da lei nº 13.435. A cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno, sendo essencial para o desenvolvimento do recém nascido. É por isso que durante este período, o incentivo e a importância da amamentação viram pauta pelo país.

Bom para a mamãe e para o bebê

A fonoaudióloga Francine Pereira, que recentemente realizou a pesquisa Conhecimentos e dificuldades da amamentação em mães primíparas, salienta que as mamães também são beneficiadas com o ato. “Além de propiciar uma melhor recuperação pós parto, a amamentação diminui as chances de hemorragia, ajuda na perda de peso e, alguns autores ainda mencionam que, quando em livre demanda, a amamentação também é uma forma de contracepção”, explica.

Conforme explica Francine, é importante que a mãe esteja sentindo-se confortável na hora de amamentar, relaxada e quanto à posição, pode estar deitada, sentada ou até mesmo em pé, desde que a dupla mãe e bebê estejam “barriga com barriga”, bem alinhados. Desta forma, o bebê consegue respirar melhor. Outro fator que influencia no ato é a pega correta do bebê ao seio. “O bebê deve abocanhar toda a região da aréola, a fim de garantir a retirada eficaz do leite”, completa.

Sobre as dificuldades enfrentadas durante este período, Francine destaca o ingurgitamento mamário, popularmente conhecido como “leite empedrado”. De acordo com a fonoaudióloga, para sanar esse problema “é imprescindível que a mãe realize a ordenha mamária, sendo ela manual ou com a ajuda do tira-leite materno, para diminuir as dores”. O papel do profissional de fonoaudiologia neste processo é importante, pois ele favorece a efetividade do aleitamento materno, propiciando melhora no padrão da amamentação.

É super importante que todos os profissionais da saúde deem a devida atenção para a amamentação, desde o período pré natal até o nascimento do bebê. “Dessa forma, as dificuldades iniciais são mais fáceis de serem revertidas, trazendo experiências satisfatórias e a não desistência de amamentar”, explica Francine.

Como ordenhar leite-materno

A ordenha mamária é uma técnica super comum. Ela pode ser realizada para o armazenamento do leite materno, quando as mamães retornam ao trabalho após a licença maternidade, por exemplo. Além do armazenamento, a prática pode servir também para auxiliar na doação em bancos de leite ou para o conforto das mamas (evitar o “leite empedrado”). O aprendizado da ordenha deve ser iniciado no pré-natal e retomado no puerpério, que são os primeiros dias pós-parto.

Mas como realizar esta prática? Ela pode ser feita de duas formas: manual ou com auxílio de um tira-leite. A ordenha manual é realizada com as mãos, sendo feita sempre que necessário e podendo ser muito eficaz e rápida quando a mãe tem experiência. Já a ordenha com o tira-leite materno deve ser realizada seguindo as orientações do produto, atentando sempre à higienização, para que o leite não sofra nenhuma contaminação. O primeiro passo é lavar o seio com água corrente e sem sabonete. Em seguida, apertar o bulbo, tirando o ar de dentro. Após isso, deve-se pressionar delicadamente o aparelho contra a mama, soltando em seguida o bulbo até sair a quantidade de leite necessária para preencher o reservatório.

Informações para a Imprensa:
Engaje Comunicação Inteligente
Fernanda Dreier, Gabriela Fritsch
(51) 3378.1136
mercur@engajecomunicacao.com

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