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Aleitamento materno: onde começa a saúde

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09/09/2018

Aleitamento materno: onde começa a saúde

Profissionais da saúde ressaltam os benefícios que a amamentação traz para a dupla mãe e bebê

Uma mulher segura sua filha pequena no colo. Ela sorri para o bebê.

O aleitamento materno é um ato de extrema importância para o desenvolvimento do bebê. O contato pele a pele, a troca de olhares e carinhos durante as mamadas auxiliam no desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Segundo a enfermeira e consultora de amamentação Ana Michelle Torres Rocha, muitas mães e famílias têm dúvidas sobre o processo e, infelizmente, acabam desistindo. Ela lamenta a informação de que apenas 41% das mães conseguem amamentar exclusivamente seus bebês até os seis meses de vida. No Brasil, a média de tempo de amamentação é de apenas de 51 dias, muito abaixo do recomendado pelas entidades de saúde.

O leite materno é um alimento completo, com capacidade de fortalecer o sistema imunológico e suprir todas as necessidades nutricionais. É por isso que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que seja a forma exclusiva – e em livre demanda – de alimentação até o sexto mês de vida. Após o período, a introdução de alimentos sólidos já pode ser iniciada, mas recomenda-se seguir com o leite materno até os dois anos de idade

“Além dos benefícios para a saúde, amamentar é um ato capaz de fortalecer o vínculo entre mãe e filho”, ressalta Ana Michelle que sempre atuou no campo materno-infantil e, há seis anos, ministra cursos de gestante. Ela conta que, após o nascimentos dos bebês, as mães voltavam a procurá-la para tirar dúvidas específicas sobre amamentação e, por isso, decidiu criar a Mamy Help, uma Consultoria em Amamentação que há um ano ajuda famílias durante este processo que infelizmente, algumas vezes, se torna cansativo e frustrante para a mulher.

É muito importante que todos os profissionais de saúde falem, conversem e expliquem sobre amamentação desde o período pré natal até o nascimento do bebê. “É imprescindível também, que além dos profissionais, família e amigos incentivem e deem suporte à mãe que está amamentando”, comenta Fabiane Lamaison, que atua na área de comunicação da Mercur e recentemente passou por esse processo.

Amamentação ideal X amamentação real

A consultora diz que costuma refletir sobre o aleitamento materno da seguinte forma: “Existe a amamentação ideal, que é o que geralmente vemos nos comerciais, onde mamãe e bebê estão felizes. De outro lado, temos a amamentação real, aquela onde mãe e bebê ainda estão se conhecendo e se ajustando neste processo, de início cansativo e doloroso”, comenta. Dentre as dificuldades que podem surgir neste momento tão especial, ela destaca algumas que podem levar as mamães a desistirem de amamentar.

Dor: amamentar pode ser muito dolorido no início. Essa dor, em sua grande maioria, está relacionada à pega correta do bebê ao seio. Existem alguns produtos que podem ajudar a mãe nessa situação. A bolsa térmica de gel para seios, por exemplo, foi desenvolvida para facilitar a aplicação de frio e calor terapêuticos. Ela possui formato anatômico e pode ser utilizada para diversos tratamentos, como contra a flacidez ou para dissolver os caroços que se formam durante a amamentação, amenizando o incômodo e a dor que podem ocorrer com o ato.

Empedramento de leite: Se o leite não sair do peito, porque o bebê não consegue sugá-lo ou porque ele não foi drenado de alguma outra forma, as glândulas que produzem o leite materno podem inflamar, causando a mastite, um problema mais grave, que exige uma intervenção médica. Formas de evitar são praticar a livre demanda, massagear as mamas ou ordenhar com tira-leite materno.

Achar que não está produzindo leite suficiente/ ou que ele é fraco: Como o leite materno é de fácil digestão, a frequência entre uma mamada e outra é bem curtinha, podendo ocorrer a cada 1h30min/2h. Desta forma, algumas mães acreditam que não estão produzindo leite de acordo com a demanda, ou até mesmo que o leite que produzem é fraco, e introduzem a mamadeira com o intuito de ampliar o horário das mamadas.

Falta de apoio: Amamentar é uma tarefa que demanda muito tempo e dedicação da mãe, por isso ela precisa de apoio incondicional do pai/companheiro e dos demais membros da família, para que a amamentação ocorra com sucesso. Auxiliá-la nas tarefas domésticas, oferecer e alcançar muita água e até mesmo preparar um lanchinho, são formas de carinho e incentivo para esta mamãe. O papel principal da consultora de amamentação é de ouvir, esclarecer, informar e, acima de tudo, acolher e apoiar a mãe, independente da sua decisão final.

Informações para a Imprensa:
Engaje Comunicação Inteligente
Fernanda Dreier, Gabriela Fritsch

(51) 3378.1136
mercur@engajecomunicacao.com

 

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