Bolsa Térmica Natural da Mercur é feita de algodão orgânico e caroço de açaí Juçara - Mercur

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Bolsa Térmica Natural da Mercur é feita de algodão orgânico e caroço de açaí Juçara

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20/08/2019

Bolsa Térmica Natural da Mercur é feita de algodão orgânico e caroço de açaí Juçara

Produto traduz o posicionamento da empresa que busca gerar o menor impacto humano, social e ambiental em suas atividades. Este é o primeiro produto da marca criado com matérias-primas 100% renováveis

A Bolsa Térmica Natural materializa o posicionamento da Mercur e torna real o objetivo de oferecer um produto que viabilize uma escolha de consumo mais responsável

A Bolsa Térmica Natural é a junção de caroços do açaí da Palmeira Juçara e de uma macia camada de algodão orgânico. Um produto cocriado por usuários de termoterapia, profissionais de saúde e públicos comprometidos com a sustentabilidade. Feito com matérias-primas adquiridas de instituições agroecológicas que auxiliam na preservação dos biomas em que se inserem, priorizam o menor impacto ambiental possível, cultivam relações de produção sem exploração humana ou animal e são pautadas pelo comércio justo e solidário.

 

O mundo cuida de quem cuida do mundo

Com o compromisso institucional de unir pessoas e organizações para construir encaminhamentos e criar soluções sustentáveis, a Mercur desenvolve produtos e projetos nas áreas de Saúde e Educação há 95 anos. O objetivo da empresa localizada em Santa Cruz do Sul (RS) é ajudar as pessoas a explorarem suas habilidades e potencialidades da melhor forma possível. Para isso, a organização abre espaços para troca de conhecimento em contextos sociais diversos e ouve as pessoas para entender o que realmente as ajuda a viver melhor.

A primeira Bolsa Térmica desenvolvida pela Mercur é feita de Borracha Nativa e completou 80 anos em 2018. Muitas gerações experimentaram os benefícios efetivos do calor terapêutico no auxílio de tratamentos de dores, lesões musculares e articulares, processos inflamatórios, alívio de estresse muscular, cólicas e até para aquecer o corpo nos dias mais frios.

Em 80 anos muita coisa mudou no mundo. Algumas delas levaram a Mercur a “virar a chave” e posicionar sua atuação para o cuidado sistêmico e urgente com as questões humanas, sociais, ambientais e econômicas. Neste cenário, os tradicionais produtos para tratamento de calor também receberam um olhar que acompanha o posicionamento e as preocupações da empresa.

A partir de uma busca por desenvolver um recurso para termoterapia com insumos 100% renováveis, a Mercur observou o experimento caseiro de um colaborador. “Ele decidiu colocar caroço de butiá no micro-ondas para ver o que acontecia. Percebendo que os caroços aqueceram e se mantiveram quentes, observamos o experimento e concordamos que isso teria sinergia com a caminhada da Mercur em terapias de frio e calor”, conta Liciani Lindemayer, que atua na área de Inovação e atuou a frente deste projeto.

Cerca de 70 pessoas participaram da primeira oficina de cocriação da Bolsa Térmica Natural

Feita a comprovação, foi realizada uma oficina de cocriação na Mercur. O encontro reuniu cerca de 70 pessoas envolvidas com o contexto, como profissionais da saúde, usuários de calor terapêutico, designers, produtores, fornecedores, clientes e área técnica para pensar numa solução para termoterapia que tivesse o menor impacto negativo humano socioambiental.

As ideias e protótipos resultantes da oficina originaram o primeiro modelo da bolsa, que posteriormente foi legitimado com usuários. “Eles levaram as bolsas para casa, utilizaram por um período e responderam algumas questões que nos guiaram para melhorar o produto. Todo o processo foi realizado por um grupo de trabalho de diferentes áreas da empresa. Este grupo, juntamente com o Grupo Criativo, empresa de Design, participou de todos os momentos e decisões do projeto, utilizamos metodologias de tomada de decisões coletivas e estes multiolhares tornaram essa construção mais rica e cheia de aprendizados”, conta Liciani.

A Mercur também contou com a Cora, consultoria de design estratégico comandada por Raquel Chamis e Laura Maldalosso. Focadas em atuar em projetos que tenham intenção de criar futuros desejáveis, diversos e éticos, elas colaboraram com o planejamento de comunicação do produto

Assim surgiu a Bolsa Térmica Natural, um produto para promover e incentivar também o autocuidado e o protagonismo da saúde. Como benefícios gerados pelo desenvolvimento do produto o grupo elenca:

  • a priorização de recursos naturais e utilização de um subproduto (caroço), ampliando sua utilidade e valor agregado para os produtores;
  • a contribuição para a preservação da floresta e animais da Mata Atlântica e da espécie Juçara (em extinção);
  • a redução de impactos negativos na produção como consumo de água, lixo, energia, insumos químicos, entre outros;
  • participação na formação de arranjos cooperativos e na geração de renda local;
  • comprovação da funcionalidade de um recurso natural atestada pelo registro da Anvisa;
  • incentivo ao atendimento da legislação pertinente quanto manejo e uso da terra.

Matérias-primas 100 % renováveis de fornecedores comprometidos com o meio ambiente e a agroecologia

A Bolsa Térmica Natural materializa o posicionamento da Mercur e torna real o objetivo de oferecer um produto que viabilize uma escolha de consumo mais responsável. Sua lógica de concepção está condizente com a necessidade de um olhar atento e cuidadoso para os aspectos humanos, sociais e ambientais.

Durante todo o processo de criação a empresa privilegiou a geração de renda local para pequenos produtores e cooperativas e por isso elegeu matérias-primas de fornecedores que tem um um alto senso de responsabilidade com o meio ambiente e com as pessoas, traduzido em impacto social. São eles a Cooperativa Justa Trama e a Econativa.

Apenas 20% do fruto é polpa, o restante é o caroço, até então um subproduto e que era descartado

O caroço da palmeira Juçara foi escolhido após um contato com a Universidade Federal do Rio Grande (FURG). “No campus de Santo Antônio da Patrulha vinha sendo realizada uma pesquisa sobre plantas nativas e eles dispunham de muitos caroços para testes. A FURG também nos aproximou de produtores locais de açaí juçara e nos conectou com esta rede de produtores”, conta Liciani Lindemeyer.

Ela explica que na época a Mercur também tomou conhecimento – por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) – de que 200 mil toneladas de açaí juçara foram coletadas em 2016. O surpreendente foi descobrir que o fruto é composto de 20% polpa, o restante é o caroço, até então descartado após o despolpe.

A partir dessa informação, a intenção do grupo de trabalho que estava buscando o caroço ideal para o projeto, foi dar um destino diferente a esse subproduto, criar com ele algo que agregasse valor, que pudesse gerar renda e incentivar o cuidado com a Palmeira Juçara – planta ameaçada de extinção e que tem papel importante na manutenção da biodiversidade da mata Atlântica. “Entendemos que desta forma o projeto incentiva o manejo responsável e por consequência contribui para a manutenção e preservação desta e outras espécies, como pássaros e pequenos animais que se alimentam da fruta”, comenta.

Já a escolha do algodão orgânico foi feita após o grupo de trabalho envolvido buscar estudos e contatos para compreender qual seria o tecido de menor impacto socioambiental. Uma roda de conversa na Mercur com o tema “Tecidos Naturais e Sustentáveis” reuniu o público interessado, designers e fornecedores de tecido. Na ocasião a empresa compartilhou sua busca para também mobilizar ações individuais e, avançando nessa área de conhecimento, percebeu que não existe um tecido que não gere impacto, pois todo e qualquer processo produtivo gera algum impacto e as opções sustentáveis que surgiam tinham prós e contras.

Algodão orgânico foi escolhido por incentivar a cadeia agroecológica

“Escolher um tecido de reuso ou reciclado aumentaria o ciclo de vida dele, mas continuaria incentivando a produção de algodão convencional. E depois de conhecer a produção do algodão convencional, que contamina o solo, água, ar, além de causar alto índice de suicídio de produtores, tivemos a certeza de que precisávamos incentivar a cadeia do algodão orgânico como forma de preservação da vida, do ecossistema e da saúde humana”, explica.

A Justa Trama
A Central Justa Trama é a maior cadeia produtiva no segmento de confecção da economia solidária, articulando 600 cooperados/associados, em cinco estados: Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Ceará e Rondônia. Este processo, que inicia no plantio do algodão agroecológico, vai até a comercialização de peças de confecção produzidas com este insumo. Assim, a Justa Trama nasce a partir do sonho dos empreendimentos da confecção, naquele momento vinculados aos Complexos Cooperativos propostos pela ADS-CUT, de terem um produto próprio que, do começo ao fim, fosse desenvolvido por trabalhadores solidários, fazendo diferença não só em relação ao seu modo de produção e valorização do trabalho, mas para a sua qualidade e preocupação com o meio ambiente: a cadeia do algodão agroecológico.

A Econativa
Em 2005, as famílias que 20 anos antes começaram a fazer agricultura ecológica no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, fundaram, com o apoio do Centro Ecológico, no município de Três Cachoeiras, a Cooperativa Regional de Produtores Ecologistas do Litoral Norte do Rio Grande do Sul e Sul de Santa Catarina (Econativa). A ideia era que a Agroecologia da região tivesse uma personalidade jurídica para, entre outras finalidades, atender os mercados institucionais. Assim, os alimentos orgânicos que antes abasteciam somente as feiras e cooperativas de consumidores, chegaram até as cantinas de escolas e universidades. Dois anos mais tarde as famílias ecologistas da Serra Gaúcha organizaram, também com o apoio do Centro Ecológico, uma filial da Econativa no município de Ipê. As Econativa da Serra e Litoral comercializam orgânicos in natura, grãos, sucos e polpas processados nas unidades de produção e beneficiamento. As famílias associadas podem comprar insumos e se abastecer também com orgânicos.

Autocuidado e protagonismo da saúde

A Bolsa Térmica Natural é um produto para promover e incentivar o autocuidado e o protagonismo da saúde. Assim como outros recursos para terapia de calor, é um tratamento não invasivo indicado para alívio de dores e aquecimento corporal. Auxilia no tratamento de dores e lesões musculares e articulares, processos inflamatórios, no alívio de estresse muscular e cólicas. Porém, segundo o fisioterapeuta Régis Severo, que atua na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Mercur, este novo produto carrega consigo uma mensagem mais complexa.

“Normalmente utilizamos um recurso como este quando estamos com dor ou algum outro problema de saúde. Temos um comportamento cultural reativo de primeiro legitimar um problema de saúde e depois buscar a solução. Um torcicolo, uma dor na coluna, uma crise de dor lombar – que são situações em que as pessoas usam calor terapêutico – não acontecem de uma hora para a outra. Dores crônicas, de sobrecarga, de tensão, de comprometimentos musculares, não são desenvolvidas de um hora para a outra. Quase sempre é o acúmulo de vários momentos de tensão, de estresse, de má postura que a cada dia vão aumentando, até que o corpo pede socorro”, convida à reflexão.

Segundo ele, em um estado avançado, o tratamento para todas essas questões é mais demorado pelo simples fato de não existir a cultura da prevenção e do cuidado. Por isso a ideia da Bolsa Térmica Natural é que pela praticidade de uso, já que pode ser aquecida em minutos no forno elétrico ou micro-ondas, ela sirva para incentivar um hábito de cuidado.

“Posicioná-la na lombar ou nos ombros, seja para aliviar a tensão, dar um relaxamento ou ter um momento de autocuidado diário consigo quando for ler um livro ou sentar para assistir algum programa no final do dia. Queremos que as pessoas usem este recurso a seu favor, em nome do próprio bem-estar. Isso é mais que prevenção, é protagonizar a saúde”, comenta.

O fisioterapeuta percebe o recurso como uma possibilidade de trazer uma reflexão para as pessoas, a de que é possível evitar questões de saúde utilizando um recursos simples, com efeitos comprovados cientificamente, que ajuda a prevenir e aliviar a dor.

Outras vantagens da Bolsa Térmica Natural são a possibilidade de flexibilidade e adaptação às partes corpo, já que ela foi feita em três tamanhos diferentes: pequeno, grande e cervical; a capa lavável que facilita a higienização; o aquecimento rápido e prático; o uso seguro aprovado pela Anvisa e que garante a função terapêutica e a possibilidade de uma escolha mais sustentável.

Para saber mais ou adquirir o produto visite a Loja Mercur.

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Fernanda Dreier
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