Fortalecimento da cadeia de produção de borracha natural ajuda a manter a floresta em pé - Mercur

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Fortalecimento da cadeia de produção de borracha natural ajuda a manter a floresta em pé

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22/05/2019

Fortalecimento da cadeia de produção de borracha natural ajuda a manter a floresta em pé

Mercur participa da VI Semana do Extrativismo da Terra do Meio, momento em que reafirma seus compromissos com extrativistas e indígenas das Reservas pela valorização do conhecimento tradicional, da economia da diversidade socioambiental, da transparência e da autonomia

Na foto, o ribeirinho casado com indígena da aldeia Tukayá, Edilson Oliveira da Silva, conhecido como “seu Edilson”, ensina Jorge Hoelzel, facilitador da Mercur, a extrair o latex. Foto: Lilo Clareto/ISA

No mês de junho a Mercur participa da VI Semana do Extrativismo da Terra do Meio, em Altamira (PA). A participação no encontro que tem a intenção de promover o diálogo entre extrativistas e indígenas com empresas, governo e organizações não governamentais está no calendário da empresa desde 2014.

Na região da Terra do Meio, situada no município de Altamira, as associações de moradores das Reservas Extrativistas e Terras Indígenas atuam em rede, há mais de cinco anos, para promover a economia da floresta. A Rede de Cantinas, como é conhecida a gestão desse arranjo produtivo, estrutura diversas cadeias de valor de interesses dos povos da floresta e busca construir parcerias comerciais sólidas e justas entre comunidades e mercados que respeitem o modo de vida local.

A opção de comprar dos extrativistas vai além da visão puramente lucrativa. A Mercur aposta em uma estratégia de longo prazo, onde o que conta é a floresta em pé e o modo de vida dos extrativistas que ajudam a conservá-la.

A Mercur, desde 2010, atua no Projeto Borracha Nativa, que visa a (re) construção da cadeia sustentável da borracha e a promoção de condições sustentáveis de produção florestal. O Projeto, ao mesmo tempo que contribui para a preservação da cultura e a consolidação das reservas extrativistas na Terra do Meio através do estímulo à retomada de produção e comercialização diferenciada da borracha natural, tem o objetivo de manter um modelo de comercialização focado na remuneração justa, que substitui o menor preço ou preço de mercado.

“A Semana é um momento para estreitar os laços de confiança entre empresa e comunidades locais e instituições de apoio. Nessa oportunidade vivemos um processo de ensino-aprendizagem em que cada ator contribui com o seu saber em um grande fluxo de troca de conhecimentos e de tecnologias. A cada ano que passa é possível comprovar a evolução da qualidade nas relações e nos aprendizados.”, conta Jorge Hoelzel, facilitador da Mercur.

Registro da V Semana do Extrativismo, realizada na TI Xipaya, na aldeia Tucayá, com a participação de ribeirinhos e indígenas da Terra do Meio, que dialogaram com empresários e entidades interessadas e ligadas à questão socioambiental sobre os processos de produção da Rede de Cantinas, cuja atuação focada na otimização da atividade extrativista vem ganhando cada vez mais interesse das populações tradicionais da floresta e de empresas interessadas em fomentar essa economia. Na foto, Jorge Hoelzel, da Mercur, se apresenta. Foto: Lilo Clareto/ISA

Este vídeo explica como funciona essa relação e apresenta relatos da V Semana do Extrativismo, realizada em 2018:

O Projeto Borracha Nativa na Mercur

A Mercur adquire uma parcela da borracha natural (látex), matéria-prima utilizada em grande parte dos produtos da empresa, dos seringueiros das Reservas Extrativistas do Rio Xingu, do Rio Iriri e do Riozinho do Anfrísio, no município de Altamira, no Pará e de uma cooperativa de seringueiros do município de Tarauacá no Acre. Atualmente, o projeto é desenvolvido por três frentes de trabalho na empresa, que fica em Santa Cruz do Sul:

Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação: Neste eixo a Mercur realiza pesquisas, desenvolvimentos, projetos e estudos de inovação a partir das cadeias da sociobiodiversidade.

Cadeia de suprimentos: Neste eixo trabalha com o desenvolvimento e fortalecimento de cadeias de suprimentos/produtivas da sociobiodiversidade. Faz isto através do relacionamento com as comunidades da Terra do Meio (PA) e Tarauacá (AC).

Relacionamentos em rede: Exercita esse movimento ocupando espaços que a permitam estar próxima de organizações conectadas à temática da borracha e da cadeia da sociobiodiversidade seja compartilhando sua experiência com o projeto ou ajudando a construir novos fluxos e processos que ajudem o fortalecimento dos territórios.

Leopoldo Spies, químico da Mercur, conhecendo o trabalho dos seringueiros no seringal Vitória Nova, Rio Muru. Foto: Marcelo Salazar/ISA

Economia da floresta

Recentemente, em formato de conversa entre o engenheiro florestal Tasso Azevedo, do Observatório do Clima, e a atriz Camila Pitanga, o filme Fatos Florestais expõe dados sobre uso da terra e conservação no Brasil a partir do cruzamento de duas grandes bases públicas de informações: o projeto MapBiomas, que mapeou todas as alterações da cobertura vegetal no Brasil nos últimos 35 anos, e o Atlas da Agropecuária Brasileira, criado pela Esalq-USP e pelo Imaflora, que mapeou a situação fundiária do país inteiro. Além disso, recorre a dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), da Embrapa e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

No filme co-produzido pelo cineasta Fernando Meirelles o espectador descobre, por exemplo, que o Brasil está longe de ser o país do mundo com maior área de florestas (esse título é da Rússia), com maior proporção de seu território sob florestas (há 20 países com mais floresta que o Brasil proporcionalmente) ou com maior proporção de áreas protegidas (o país está na média mundial e tem menos área protegida que a Alemanha e vários países sul-americanos). Além disso, dados mostram que quando se exclui a Amazônia – que abriga apenas 10% da produção agrícola do país – a fração do território nacional protegida não chega a 5%.

A principal mensagem do vídeo é mostrar que não existe oposição entre produção e conservação e que a busca por rentabilidade na enorme área do Brasil aberta para a produção, precisa partir da ideia de que as florestas precisam ser preservadas.

SERVIÇO | VI Semana do Extrativismo da Terra do Meio

Data: 03 e 04 de junho, segunda-feira e terça-feira (cantineiros, extrativistas, parceiros, convidados)
Local: Centro de Formação Bethânia
Programação:
Roda de diálogo – Representantes de empresas, governo e extrativistas dialogam sobre políticas públicas, políticas empresariais e modo de vida de povos tradicionais na Terra
do Meio, sobre as cadeias de valor dos seguintes produtos do extrativismo florestal não madeireiro.
Plenária – Avaliação e planejamento conjunto para melhoria das cadeias de valor, processos e políticas de produtos florestais não madeireiros.

Relacionamento com a Imprensa

Engaje Comunicação Inteligente
Fernanda Dreier
(51) 3378.1136
mercur@engajecomunicacao.com 

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