Materiais escolares deixam de ser testados em animais - Mercur

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Materiais escolares deixam de ser testados em animais

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21/02/2020

Materiais escolares deixam de ser testados em animais

Com investimento e planejamento, Mercur não realizou nenhum teste em organismos vivos ao longo de 2019

Animais foram – e ainda são – utilizados em pesquisas em todo o mundo com o objetivo de avaliar fatores de risco e evitar possíveis danos à saúde humana. O uso de diversas espécies, especialmente de pequeno porte, foi durante muito tempo a única prática aprovada por legislação para testes na indústria farmacêutica, bélica, alimentícia, dos cosméticos e higiene pessoal e também materiais escolares, para citar alguns dos campos. Felizmente, com o avanço do processo científico, novas alternativas surgiram e permitiram a substituição desses métodos usuais por soluções alternativas.

Não é uma transição simples de ser feita, mas com planejamento e investimento empresas têm conseguido superar esse desafio, como aconteceu na Mercur, empresa que desenvolve produtos e serviços nas áreas de educação e saúde e que, ao longo de 2019, não realizou nenhum teste em organismos vivos para validar materiais escolares. Essa conquista foi desejada pela empresa há muito tempo, no entanto existiam barreiras relacionadas a questões legais e técnicas.

“Na Mercur valorizamos todas as formas de vida e, em função disso, trabalhamos para abolir os testes com organismos vivos em quaisquer etapas dos nossos processos produtivos, optando por métodos alternativos à experimentação animal. Mas antes precisamos vencer questões relacionadas à regulação do setor e a certificação das novas metodologias de testagem”, conta Alexandre Ferraz, Químico Industrial, que atua na instituição. Ele ainda ressalta que a mudança está diretamente ligada com os princípios que guiam a empresa.

Alexandre Ferraz, químico da Mercur, responsável pelo projeto que visa deixar de realizar testes em organismos vivos. #pracegover Alexandre está sorrindo, sentado em uma cadeira do laboratório da empresa, com o braço escorado sobre a mesa e rodeado de instrumentos laboratoriais e produtos para teste

 

7 anos de pesquisa e desenvolvimento para testar apenas in vitro

Desde 2013 a empresa se juntou a outras instituições, Laboratórios e Organismos de Certificação de Produtos (OCP’s), para que fosse possível a realização de testes in vitro em substituição de testes in vivo, para a categoria de produtos de educação – prática vedada pela regulação da época. Após um processo de análise e consulta, esse pedido foi atendido e a realização de testes alternativos foi regulamentada pela norma ABNT 15.236 de 2016.

Segundo Ferraz, os testes in vitro são tão seguros quanto os in vivo. “As metodologias utilizadas nos oferecem uma precisão exata da toxicidade ou não dos produtos. Assim, podemos oferecer itens seguros ao público sem que isso envolva qualquer tipo de sofrimento animal”, afirma. Ele também explica que a empresa realizou testes de equivalência, testando os mesmos produtos com diferentes metodologias para comprovar que eles forneceriam os mesmos resultados.

Os três anos que separam a regulamentação dos testes in vitro e o abandono dos testes in vivo pela Mercur, se deram por falta de certificação dos laboratórios para realizar esse tipo de teste. “Sempre priorizamos a realização de testes in vitro, mesmo que isso envolvesse mais custos. Porém, havia situações em que não existiam fornecedores aptos a realizar esses testes” relembra Ferraz ao destacar que a empresa participou, junto com profissionais do Mercosul, da Turma 16 do Curso Citotoxicidade Aguda (Toxidez Oral Aguda) – uma das metodologias requeridas pela portaria – oferecido pela Plataforma Regional de Métodos Alternativos ao Uso de Animais de Experimentação (PReMASUL), órgão alocado no Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI) que realiza capacitações de diferentes metodologias in vitro durante todo o ano. 

A Mercur buscou essa capacitação para angariar conhecimentos e compreender de perto as metodologias que buscava implantar. Os produtos que eram testados in vivo pela Mercur devido à exigência de amostras de toxicidade oral aguda e irritabilidade dérmica e que passaram a ser testados in vitro são os que possuem estado líquido ou pastoso, como corretivo líquido, caneta corretiva, cola branca, cola glitter, cola gel e tinta guache.

A Tinta Guache com Bico Dosador 500 ml é um dos produtos que não foi testado em organismos vivos. #pracegover braços tatuados e pintados de tinta seguram um tubo de tinta guache pump vermelha

 

Com laboratórios de certificação em dia para a realização dos testes e um plano de ação interno para fazer acontecer essa mudança, a Mercur conseguiu superar esses desafios e ao longo de todo o ano passado não realizou nenhum tipo de teste em animais. Desta forma a empresa se adiantou no atendimento à nova regulamentação que passou a valer em setembro de 2019, em que foi vedada a realização de testes em animais para produtos escolares. 

Informações para a Imprensa:
Engaje Comunicação Inteligente
Fernanda Dreier
(51) 3378.1136
mercur@engajecomunicacao.com

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