Rodas de conversa reuniram interessados em debater Educação no LAB da Mercur - Mercur

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Rodas de conversa reuniram interessados em debater Educação no LAB da Mercur

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19/12/2018

Rodas de conversa reuniram interessados em debater Educação no LAB da Mercur

Valorizando construções educacionais voltadas à Educação para a Vida, buscamos nos relacionar com pessoas e instituições que promovam experiências capazes de formar sujeitos com senso de responsabilidade pelo mundo.

Neste sentido, apoiamos o programa Escolas Transformadoras, uma iniciativa da Ashoka – organização global que reúne empreendedores sociais de diversas partes do mundo e está presente em mais de 300 escolas de 34 países. A iniciativa no Brasil, em parceria o com o Instituto Alana – uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que aposta em programas que buscam a garantia de condições para a vivência plena da infância. A partir do programa foi desenvolvida uma série nomeada Corações e Mentes que viajou os quatro cantos do Brasil para mostrar experiências que repensam a educação, olhando para a escola como um espaço de potência e de transformação social.

A partir deste relacionamento, buscamos ampliar o nosso olhar sobre o campo da educação e aprender novas formas de construir relacionamentos que valorizam a vida e que busquem o despertar do indivíduo para as necessidades do mundo. A série de vídeos pode ser encontrada em: https://www.videocamp.com. Abaixo, compartilhamos mais detalhes da roda de conversa que aconteceu sobre a série com a coordenadora do programa, Raquel Franzim.

Colaboradores da empresa, pais e educadores de Santa Cruz e região participaram dos encontros

Uma educação transformadora é uma educação que emancipa as pessoas e que oportuniza a elas um momento, espaços, caminhos para que compreendam as diferentes realidades. Esse foi o tema central das rodas de conversa que aconteceram no início de dezembro no Laboratório de Inovação Social da Mercur, em Santa Cruz do Sul.

Raquel Franzim, educadora e coordenadora do Programa Escolas Transformadoras – uma iniciativa da Ashoka, organização global que reúne empreendedores sociais de diversas partes do mundo, coordenada no Brasil pelo Instituto Alana – anfitriou os debates que aconteceram após a exibição de episódios da série ‘Corações e mentes, escolas que transformam’ – que mostra a realidade de oito escolas brasileiras públicas, privadas, comunitárias, cooperativas que têm em comum o vínculo com a Educação como uma ferramenta de transformação da vida das pessoas e da sociedade.

Raquel veste uma blusa de cor clara e uma calça escura. Está no centro da imagem, em frente a uma tela que diz: ‘Corações e Mentes, escolas que transformam’, falando no microfone para o público

Após a exibição dos vídeos, a educadora propôs aos participantes algumas dinâmicas e diálogos sobre o valor do trabalho em grupo, sobre desigualdades e transformação social, sobre protagonismo e, em síntese, sobre como cada um pode ser capaz de liderar e participar dos processos educativos de forma colaborativa, praticando o exercício da cidadania. O público participante dos três momentos foi composto por, além de colaboradores da Mercur de diversas áreas, educadores, pais, professores, engenheiros, jornalistas.

Promover espaços para dialogar sobre a educação

Segundo Raquel, o primeiro passo para iniciar transformações nas comunidades é fomentar espaços para falar sobre Educação. “Nestas três rodas que tivemos aqui na Mercur, ouvindo as pessoas, eu senti o desejo de se encontrar mais, de discutir mais. Sem encontro, como que a gente vai se sentir parte de um mesmo desafio? Se as pessoas estão isoladas, se estão ilhadas, como que as pessoas vão se juntar para fazer algo? Então acho que o primeiro passo nessa cidade é fomentar espaços de encontro e não esperar que as instituições façam isso. As transformações podem acontecer por meio de uma mobilização da própria sociedade civil”, observou.

Ela comenta como é possível fazer isso na nossa casa, no nosso condomínio, nos espaços em que estamos envolvidos: “a gente pode transformar as reuniões de condomínio em reuniões mais educativas, a gente pode transformar o momento do chimarrão do final da tarde em um momento de discussão, de imaginação, em que possamos sonhar em como criar outro mundo possível, melhor para todo mundo. Afinal, quais são os espaços públicos em que as pessoas estão falando de coisas que afetam a todos nós?”.

Um grupo de pessoas que se abraça forma um círculo. No centro da foto em preto e branco está escrito: Sem encontro, como que a gente vai se sentir parte de um mesmo desafio? Se as pessoas estão isoladas, estão ilhadas, como que as pessoas vão se juntar para fazer algo? A frase é da educadora Raquel Franzim.

Durante a conversa com o público, Raquel lembra a fala de uma estudante que aparece na série Corações e mentes: “a Vitória, que participou da série, diz que a gente pode não ser a melhor pessoa, mas a gente deve se preocupar muito em não estar entre as piores, entre os mais preconceituosos, os mais autoritários, os mais indiferentes à dor do outro. Uma educação transformadora pode não transformar tudo, mas ela precisa fazer com que as pessoas pelo menos sejam melhores, para tornar possível uma sociedade melhor”, ressaltou.

Durante o encontro, os participantes expressaram suas percepções sobre a série e sobre as dinâmicas vivenciadas. A imagem mostra um grupo de pessoas, cada um com os braços sobre o ombro da pessoa ao lado, formando um círculo. Todos estão olhando com expressão de atenção para a pessoa que fala.

Gestão mais democráticas nas escolas

Quando questionada sobre as dificuldades encontradas nas salas de aula, tanto por professores quanto por alunos, ela afirma que é preciso reconhecer quais são as necessidades não atendidas por trás de um professor que só reclama, de um estudante que falta muito ou não consegue aprender. “Por trás dessa pessoa que está desconfortável, existe alguém que também pode encontrar sentido no que faz. Como que educadores, que famílias, podem juntos participar de processos de tomada de decisão nas escolas? A série mostra muito isso: gestões mais democráticas de escolas, onde eu posso também opinar sobre qual é o melhor currículo com e para o meu filho. Qual é o espaço para além da reunião de pais que eu posso participar? A escola não pode ser um espaço em que pais participam apenas da reuniões de pais. E os outros momentos da educação?”, questiona.

Entre as conversas, surgiu também a questão de que estamos vivendo numa sociedade amedrontada, encarcerada em todos os aspectos. Estudantes fechados na escola, que também está de portas fechadas, pessoas com pouco sentido de vida, desconexas do hoje. Para promover mudanças, Raquel propôs que cada um passe a olhar para si e também para as necessidades do outro para que seja possível encontrar maneiras de abrir portas e promover encontros.

O Laboratório de Inovação Social da Mercur é um espaço para viver descobertas e promover interações entre a Mercur e a comunidade e abre suas portas de modo a servir como instrumento para que se promovam momentos significativos de ensinar e aprender e, também, de criação de soluções que ajudem a melhorar a vida das pessoas. A imagem mostra o público presente em uma das rodas de conversa. Cadeiras coloridas formam um círculo em que as pessoas estão sentadas olhando para o centro, onde está a mediadora Raquel Franzim

“Pra gente engajar todo mundo, a gente precisa ter uma escola mais aberta, mais abertas para os talentos das pessoas, para as potências das pessoas. Não dá mais para ter essa escola que só chama pais quando acontece algum problema. A gente precisa mostrar que essas crianças são capazes e que os pais também são capazes de se engajar em pautas positivas. O coração e mente tá aí, reconhecendo o que cada um tem para contribuir e tem que contribuir, só que os espaços estão muito fechados. Não é só a escola, as empresas, as cidades estão assim”, comenta.

A imagem mostra duas participantes que conversam de mãos dadas trocando olhares. Elas vestem blusas pretas. Enquanto a que está do lado esquerdo usa cabelo curto, óculos e uma calça cor de vinho, a que está do lado direito tem cabelos longos e usa uma saia longa vermelha com detalhes pretos

Uma série de televisão tem um potencial enorme de chegar a mais pessoas, de promover essa conexão, essa identificação com outras realidades possíveis. É por isso que Corações e mentes, escolas que transformam está disponível para quem quiser organizar uma exibição pública por meio da plataforma VideoCamp. Basta acessar este link: https://www.videocamp.com/pt/playlists/coracoes-e-mentes-escolas-que-transformam

No site do Programa Escolas Transformadoras há uma série de materiais disponíveis para quem pretende saber mais ou levar adiante algumas das ideias debatidas nos encontros.

Informações para a Imprensa:

Engaje Comunicação Inteligente
Fernanda Dreier
(51) 3378.1136
mercur@engajecomunicacao.com

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