Linha do tempo

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pelos momentos que marcaram nossa história.

  • 1924

    Fundadores Carlos e Jorge Hoelzel

    A Mercur foi fundada em 11 de junho de 1924, pelos irmãos Carlos Gustavo Hoelzel e Jorge Emílio Hoelzel, em Santa Cruz do Sul, no estado do Rio Grande do Sul.

    Carlos Gustavo gostava de novidades tecnológicas e acabou se envolvendo com aviação. Neste mesmo período, abriu a primeira revenda e oficina da Ford da cidade.

    Jorge Emílio formou-se em Arquitetura em Porto Alegre e passou a projetar e construir casas e estabelecimentos comerciais de Santa Cruz do Sul.

  • 1924

    Copiador

    Um caderno escrito à mão, deixado por Jorge Emílio Hoelzel, mostra que as primeiras movimentações do negócio começaram no início de Abril de 1924. Como um diário, toda a correspondência oficial da empresa era arquivada neste grande documento, que era conhecido como copiador. Nele aparecem as primeiras tabelas de preços, listas de produtos, rascunhos de novos projetos e registros dos contatos que Jorge mantinha com fornecedores e representantes comerciais.

  • 1929

    Cadernos de Projetos

    Jorge Emílio cultivava, também, o hábito de escrever cadernos de experiências, relíquias guardadas em um acervo da Mercur. O primeiro que se tem notícias é um exemplar de 1929 e descreve a experiência número 253. São, ao todo, dez exemplares, cada um com 200 páginas e, em média, 200 experiências. O último data de 1967, um ano antes do falecimento de Jorge.

  • 1929

    Reparo de pneus

    A empresa Hoelzel Irmãos começou visando dois caminhos possíveis para o seu crescimento, inserido na dinâmica de desenvolvimento da região de Santa Cruz: o reparo de pneus e a produção de artefatos de borracha.

    A ideia do conserto de pneus surgiu a partir de longas conversas entre os dois irmãos que seguiram, muitas vezes, pela madrugada. Carlos havia identificado o problema do desgaste que as estradas sem asfalto e ainda muito precárias faziam aos pneus dos carros que vendia em sua concessionária. Não havia como consertar os pneus que se estragavam, não se conhecia nenhum tipo de cola que os restaurasse, e havia uma tendência de crescimento do setor automotivo no país e na região. Preocupado em solucionar este problema, Jorge dedicou-se a procurar formulações de borracha e fazia constantes anotações de suas descobertas em seus cadernos.

  • 1929

    A cidade

    Santa Cruz do Sul, fundada em 1877 por imigrantes alemães era, por volta dos anos 1920, uma cidade de aproximadamente 37,5 mil habitantes, com uma população majoritariamente de origem rural. A principal atividade econômica do município era a agropecuária, se destacando a cultura do fumo, além do cultivo de mamona e da criação de suínos. Vale lembrar que o estado tinha pouco mais de 2 milhões de habitantes, o que correspondia a cerca de 7% da população brasileira, e sua principal atividade econômica também era a agropecuária.

    Os anos 20, tanto em Santa Cruz do Sul quanto em outras regiões do Rio Grande do Sul, foram marcados por grandes investimentos em infraestrutura, como a abertura de rodovias e ferrovias, o desenvolvimento de linhas de telecomunicações e a geração de energia elétrica. O aporte de recursos econômicos feito pelo setor agroexportador impulsionou o desenvolvimento da indústria e a abertura de muitas empresas no estado. O momento era de desenvolvimento, de apostar no futuro e de trabalhar duro para torná-lo realidade.

  • 1929

    Mundo

    Desenvolvimento da indústria automobilística no Brasil durante a década de 1920, sendo que a primeira fábrica da Ford foi inaugurada em 1919, em São Paulo, onde eram montados os lendários Modelos T, e a General Motors do Brasil se estabeleceu em 1925, também em São Paulo.

  • 1931

    Obras da nova fábrica

    Data de 1931, com o mundo ainda lidando com dificuldade com os efeitos da crise de 29, o início das obras da nova fábrica de Hoelzel Irmãos, inaugurada em 1932 no endereço onde, ainda hoje, está situada a Mercur S.A, na cidade de Santa Cruz do Sul. Até essa data a fábrica funcionava nos fundos da agência de veículos Ford que pertencia a Carlos Gustavo. A nova fábrica representava uma aposta na recuperação da economia mundial e uma certeza de que o empreendimento havia encontrado a sua vocação.

  • 1932

    Fábrica da Alemanha

    As perspectivas do mercado que lentamente começavam a se mostrar novamente favoráveis ao desenvolvimento das empresas na região e no país, apesar dos desdobramentos que persistiam, em função da crise de 29, levaram os irmãos a fazerem planos mais ambiciosos e, em meados da década de 30, com a ajuda de economias próprias e dos demais sócios e de empréstimos bancários, Jorge Emílio viajou para a Alemanha e adquiriu uma fábrica de borracha que havia sido desativada. De navio vieram calandras, misturadoras, prensas e trançadeiras para mangueira, equipamentos que fariam muita diferença para as pretensões de crescimento da empresa. Jorge Emílio aproveitou essa viagem para fazer um estágio técnico e para reunir documentos que pudessem orientar processos que viriam a ser estabelecidos posteriormente.

  • 1932

    Itens sob demanda

    Com a instalação da fábrica, a empresa ganhou o nome de Hoelzel e Cia. Ltda. e passou a produzir diversos itens, como anéis de borracha, correias, argolas, juntas, arruelas, câmaras para bolas de futebol, entre muitos outros. O mix de produtos chegou a atingir dois mil itens.

    Grande parte dos produtos eram produzidos a partir de demandas e do desenvolvimento de especificações com cada cliente, independente de se tratar de um simples usuário ou uma grande empresa. Assim, em seu início, a empresa Hoelzel Irmãos se voltava para conceber e produzir o que seus clientes precisavam e com isso seu portfólio foi sendo naturalmente ampliado e estruturado.

    Voltar-se para o cliente foi um valor para a empresa em seus primeiros anos de vida, a mentalidade da época refletia uma crença, de que identificar e servir ao cliente era fundamental para a evolução dos negócios.

  • 1938

    Primeira Borracha de Apagar

    Por volta de 1938, a empresa Hoelzel e Cia Ltda. passa a produzir e distribuir a borracha de apagar Mercur, até hoje uma referência no Brasil mesmo diante da enorme diversidade de borrachas de apagar existentes no mercado. A borracha de apagar com a figura do deus Mercúrio fez parte da vida escolar e do imaginário de diversas gerações e, com o tempo e a aceitação, se tornou um ícone e um elemento essencial da alma da empresa.

  • 1938

    Produtos ícones

    A borracha de apagar e a bolsa para água quente, que se tornaram produtos ícones no Brasil, começaram a ser produzidas por volta de 1938 e são exemplos bem sucedidos desse processo de diversificação, que tinha por base as competências desenvolvidas em torno da matéria- prima da borracha e de inovações que surgiam no mundo, principalmente na Europa.

  • 1940

    Bola de Tênis

    No início década de 1940 a Hoelzel e Cia. Ltda. entrou no mercado de bolas de tênis. A euforia de Jorge Emílio em relação ao produto iniciou-se na Europa, ocasião em que visitara um fabricante. Por não desejar comprar o “kit fechado” (bolas e raquetes importadas apenas para revender), Jorge investiu três anos em pesquisa para o desenvolvimento de tecnologia própria e colocou no mercado sua milésima experiência.

    Durante 20 anos, a Hoelzel e Cia. Ltda. foi a única fabricante de bolas de tênis na América Latina. A empresa parou de fabricá-la em 1995, por uma série de fatores, dentre eles a diminuição do mercado e a entrada de concorrentes estrangeiros.

  • 1941

    Segunda Guerra Mundial

    Foi durante a Segunda Guerra Mundial que um episódio marcante transformou o mercado da borracha. Aproveitando a experiência já adquirida com impermeabilização, a Hoelzel e Cia. começou a fabricar botes infláveis para o exército e coletes salva-vidas para a aeronáutica. Foi a maneira encontrada pelos irmãos Hoelzel para continuar tendo acesso às matérias-primas utilizadas pela empresa, tanto a borracha quanto os solventes químicos.

    Além de diferentes modelos de botes com capacidades que variavam de 1 a 24 pessoas, foram produzidos também outros tantos utensílios para hospitais e quartéis, incluindo placas especiais de borracha para proteção contra perfuração de balas e um bote individual com kit de sobrevivência, sendo que este último se tornou produto muito popular à época. Nele, a pessoa ficava literalmente “encaixada”, protegida por uma espécie de capa impermeável. Dentro, havia um kit que continha linha de pescar, anzol, lanterna, entre outras utilidades.

  • 1949

    Fábrica de Artefatos de Borracha Mercur

    Em Agosto de 1949, a empresa implementou algumas mudanças visando adequar o negócio ao contexto socioeconômico que se apresentava. Em decorrência, alterou sua razão social para Hoelzel S.A - Fábrica de Artefatos de Borracha Mercur. Surge pela primeira vez, associada à razão social, a referência ao deus Mercúrio.

  • 1953

    Nova Geração – Jorge Jr.

    Em 1953, o filho de Jorge Emílio, Heinz Georg Hoelzel, conhecido como Jorge Hoelzel Jr. começa a trabalhar na empresa. Grande empreendedor, começou diversas empresas em sociedade com amigos, como uma loja de roupas e uma fábrica de carros de bombeiros. Estava sempre atrás de oportunidades. Sua formação profissional, porém, deu-se mesmo no pátio da Hoelzel S.A. Ele foi o maior responsável pela adoção do conceito de linhas de produtos e pelos primeiros esforços de padronização na empresa.

  • 1957

    Mercado de Plásticos

    Em meados da década de 1950, Jorge Emílio volta de uma viagem à Europa convencido de que o surgimento do plástico poderia levar as fábricas de borracha a desaparecer. Nesse período o mundo estava dedicado a fazer crescer e a expandir a sua capacidade industrial e a percepção de Jorge Emílio se justificava. Aspectos relacionados ao uso de combustíveis fósseis e à poluição provocada pelo plástico só viriam a ocupar os ambientalistas, as empresas e os governos muitas décadas adiante.

    Assim, em uma decisão considerada estratégica para a continuidade dos negócios, a empresa se organizou e entrou no mercado de plásticos em 1957, sendo pioneira no estado a utilizar o derivado de petróleo. Em 1963, surgiu a Hoelzel S.A. Indústria de Plásticos Mercur, operando no Distrito Industrial, no mesmo lugar onde hoje se encontra uma unidade de produção da Mercur, em Santa Cruz do Sul.

  • 1961

    Gestão Jorge Jr.

    Em 1961, começa na Hoelzel S.A – Indústria de Plásticos Mercur um processo de sucessão e Jorge Jr. passa a desempenhar um papel mais ativo na tomada de decisões estratégicas na empresa.

    Nos anos seguintes, a empresa se moderniza, adquirindo novas máquinas alemãs para o negócio de borrachas de apagar. Isso permitiu aumentar e padronizar a produção, oferecendo melhor qualidade de produto. A empresa passa a ser reconhecida pelo nome Mercur e entra definitivamente no jogo competitivo e a lógica de atuação passaria a ser outra.

    Com o foco no mercado, mais de 400 produtos foram tirados de linha. Mas a fabricação de plástico, iniciada em 1963, permaneceu, assim como foi mantida a fabricação de produtos de borracha.

  • 1964

    Linhas de produção

    Em 1964, início da ditadura militar, o governo passa a exigir que as empresas declarassem o custo de produção de todos os produtos. Ao pedir que fosse feito esse levantamento, Jorge Jr. pôde ter maior clareza sobre que produtos eram lucrativos e quais os que deveriam ser descontinuados. A empresa passou a ter, então, sete linhas de produção, sendo estas divididas em: escolar, produtos para escritório, esportiva, farmacêutica, hospitalar, plástico e industrial.

  • 1968

    Falecimento de Jorge Emílio e Carlos Hoelzel

    Jorge Emílio faleceu em 1968, aos 76 anos. Na época, a Mercur já era uma empresa conhecida internacionalmente, exportando para diversos países do mundo. Carlos Gustavo veio a falecer no ano seguinte, aos 83 anos. Com a saída de seus fundadores, um ciclo se encerrava na empresa.

  • 1971

    Metalplas e a fabricação de raquetes

    Em 1971, buscando complementar a linha esportiva, já que as bolas de tênis já eram produzidas, outra empresa foi fundada por Jorge Jr..

    A Metalplas Artefatos Esportivos Ltda. era voltada para a fabricação de raquetes de madeira, alumínio e compostos de fibras para as modalidades de tênis, mini-tênis, tênis de praia, padel, squash e ping-pong, além de outros artigos para a prática de esportes.

  • 1971

    Mercurianas

    Ainda em 1971, a Mercur passou a fazer solados de borracha para calçados. Os negócios nesse segmento pareciam ir muito bem, apresentando grande crescimento, o que impulsionou a Mercur inclusive, a pensar sobre a possibilidade de expansão de sua capacidade produtiva de solados.

    Foi nessa época, então, que o engenheiro químico José Antônio de Mello, que atuou na Mercur entre 1968 e 1976, propôs o lançamento das sandálias Mercurianas. Mello observou que havia apenas uma fabricante de sandálias de borracha no mercado nacional, a São Paulo Alpargatas, produtora das Havaianas, e havia uma oportunidade viável de competir com esta no plano regional, especificamente, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

    A Mercur investiu nas fôrmas e equipamentos necessários e iniciou o processo de fabricação. A venda das sandálias atingiu bons números.

    Entretanto, a venda de solados era destinada a um único grupo empresarial, que os utilizava na fabricação de sapatos e ficou comprometida quando esse cliente, buscando a redução dos custos de seus produtos, optou por investir na fabricação própria dos solados de seus sapatos. A produção das sandálias gerava, também, quantidades excessivas de retalhos (cerca de 40%), que não podiam ser reaproveitados. Ao lado da redução da demanda pelos solados da empresa, esse problema acabou contribuindo para o fim do negócio de solados Mercur no ano de 1976.

  • 1977

    Incêndio

    Na tarde de quarta-feira, no dia 7 de setembro de 1977, a Mercur e seus colaboradores passariam por um sobressalto. Um incêndio, que começou em caixas estocadas num depósito da empresa, rapidamente se espalhou à seção de câmaras e almoxarifado. Toda a matéria-prima estocada foi queimada. Assim que perceberam, os colaboradores correram até a unidade que estava pegando fogo e, com extintores, tentaram minimizar os prejuízos. O envolvimento dos colaboradores foi tão grande que em menos de 20 dias todo o setor destruído já havia sido restaurado. Mas a ajuda não veio só do público interno: empresas, então, concorrentes do Vale dos Sinos ajudaram enviando matéria-prima, e alunos do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) construíram mesas de trabalho para a fábrica. Foram muitos os aprendizados extraídos desse episódio, mas talvez o principal deles tenha sido o da importância da solidariedade e a cooperação. Esse valor da solidariedade viria a ocupar mais adiante um espaço bem identificado na identidade da empresa, relativizando a sua necessidade por competição para ampliar a importância da cooperação.

  • 1980

    Confecção / Agropecuária

    Em termos econômicos, a década de 1980 foi muito próspera não apenas para a empresa, mas também para outros negócios da família. Em nenhum outro período de sua existência a Mercur cresceu tanto. A alta inflação e o receio que Jorge Jr. tinha em relação à estabilidade do sistema bancário do país, o levou a partir para novos investimentos, diversificando.

    Nesse período, a Mercur chegou se compor de cinco empresas:

    Hoelzel S.A. - Indústrias Reunidas Mercur: produtos para escritório (borrachas, elásticos), para supermercados e lojas de ferragens (anéis para vidros de conserva, lençóis de borracha) e para farmácias e hospitais (bolsas para água quente e gelo, duchas ginecológicas, aparelhos tira-leite).

    Plásticos Mercur S.A.: embalagens plásticas, lonas, películas e produtos de plástico para a indústria em geral.

    Metalplas Artefatos Esportivos Ltda.: raquetes de tênis, frescobol, ping-pong, squash e tênis de praia.

    Agropecuária Mercur S.A.: criação de gado e fornecimento de lenha para as caldeiras da Mercur.

    GM Confecções Ltda.: confecção de roupas para o público infantil e industrial.

  • 1991

    3ª Geração - Jorge Neto

    Em 1991, Jorge Hoelzel Neto, filho de Jorge Jr., assume a vice-presidência da empresa. Formado em Administração de Empresas pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, Jorge Neto representava a terceira geração da família Hoelzel nos negócios da família. Ele começara a trabalhar no escritório da Metalplas no início de 1986 e desde cedo identificou a necessidade de que uma empresa como a Mercur pensasse em uma estrutura adequada de sucessão. Jorge entendia que manter o direcionamento de uma empresa familiar, a longo prazo, não era tarefa simples e necessitava uma certa formação de cultura no âmbito não apenas da família, mas também da própria empresa. A questão principal parecia ser consolidar uma identidade que conversasse com os diferentes públicos de relacionamento da empresa.

  • 1994

    Unidades de negócio

    Neste período, Jorge começa a questionar a independência tanto dos processos como dos modelos de gestão dos diferentes negócios da Mercur. Ao mesmo tempo em que essa segmentação dos negócios permitia foco privilegiado e criava certas facilidades de foco e controle, ela trazia em especial um efeito colateral que Jorge considerava ruim: dificultava a formação de uma cultura organizacional que expressasse uma identidade Mercur.

    Em 1994, a Mercur se encontrava então organizada em duas unidades: uma de borracha e outra de plástico. Mas no ano de 1998 ocorre uma nova mudança. Dentro do curto período desde a última reestruturação, percebeu-se que as unidades permaneciam desintegradas. A administração das finanças de cada negócio, por exemplo, era feita de forma separada, por equipes diferentes. A Mercur, entretanto, tinha pretensões a ser uma só empresa. A dispersão de informações contribuía somente para dificultar o controle dos negócios. Mais uma vez as unidades de negócio foram reestruturadas e passaram a se chamar Escolar, Body Care e Laminados de Borracha.

  • 2003

    Logotipo "Capacete"

    Pela primeira vez, os traços fortes deram lugar a linhas mais sutis, contemporâneas. O Mercúrio de traços marcantes foi transformado em um arrojado super-herói, um mito dos dias atuais. Pronto para enfrentar muitos desafios pela frente.

  • 2003

    Certificação da ISO

    Em 2001, a empresa realiza uma ampla pesquisa que pudesse fornecer elementos para atualizar o posicionamento de suas unidades no mercado. Apesar do peso favorável da tradição representada por sua história, a pesquisa apontou que a marca precisava de uma atualização, alinhando-se com os valores presentes na sociedade. E em 2003 e nos anos seguintes, a Mercur decide investir nessa atualização e na aquisição de novas competências comerciais. É dessa época a busca pela certificação ISO 9001, que obrigou a empresa a estabelecer processos mais consistentes e menos instáveis, levando a melhorias na qualidade de produto que abririam novos espaços comerciais. Como um todo, o processo levou cerca de 33 meses (de Março de 2001 a Dezembro de 2003) até à certificação e, como não poderia deixar de ser, teve profunda influência na cultura da empresa.

  • 2007

    Nova Marca

    Com a intenção de traduzir em sua identidade os aspectos de renovação mantendo sua essência, a Mercur renova seu posicionamento de marca. A identidade visual passa a expressar sua tradição e simplicidade.

  • 2009

    Direcionadores

    Os direcionadores da empresa foram pensados com o objetivo de expressar os valores que orientam a criação de realidades futuras da empresa. São um conjunto de premissas que expressam o compromisso institucional, os princípios de negócios e as competências essenciais que a organização se propõe a atuar.

  • 2009

    Compromisso institucional

    Como parte de seus Direcionadores, respeitando a diversidade que faz parte da vida, a Mercur adotou como Compromisso Institucional: UNIR PESSOAS E ORGANIZAÇÕES PARA CRIAR SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS.

    Desde a implantação deste compromisso, tem se dedicado a reinventar todas as suas relações, porque sabe que cada atividade realizada na cadeia de valor para atingir objetivos, tem, potencialmente, implicações em pessoas e organizações – além de requerer o uso de recursos e de gerar impactos de diferentes naturezas e dimensões. Ao mesmo tempo, tem se esforçado para tornar o trabalho significativo, fruto da construção coletiva dos diferentes públicos implicados em seus objetivos e nas responsabilidades que eles exigem.

  • 2011

    Fóruns de Educação e Bem-estar

    Da necessidade de ampliar continuamente o valor social de sua atuação, em 2011, a Mercur realizou dois fóruns voltados a sua proposta de valor: Bem-estar. Estes eventos marcantes, mediados pela filósofa Márcia Tiburi, foram abertos à participação comunidade, embora fizessem parte da agenda educacional aos colaboradores, na época.

    O evento inicial foi o Fórum de Educação, com a intenção de propor uma reflexão sobre a função e as principais questões da educação na vida contemporânea - tendo como pano de fundo o bem-estar. Essa reflexão, então, serviu de base para a construção coletiva de um entendimento sobre educação para a vida, mais ampla do que a educação para o mercado. O segundo fórum, procurou explorar o Bem-estar por meio de diálogos entre os participantes, articulando-o com temas como trabalho, família, futuro, liberdade, vida, etc. Da mesma forma, os dois eventos propiciaram um ambiente de construção coletiva de um entendimento sobre os temas de Educação para a Vida e Bem-estar e trouxeram concretudes e subjetividades derivadas.

  • 2013

    Diversidade na Rua

    O respeito à diversidade que faz parte da vida e a responsabilidade em relação ao papel social da empresa, enquanto atuante no ambiente da Educação, impulsionaram a implementação de um projeto chamado Diversidade na Rua. Idealizado em 2013, como parte de um processo intenso na busca de novas possibilidades de atuação da empresa, nasceu com a realização de três encontros na cidade de Santa Cruz do Sul, que tinham a intenção de conectar pessoas para a construção de uma rede. Laços importantes foram construídos entre pessoas que não se conheciam e que, através da socialização e vivência criativa, perceberam a possibilidade de colaboração umas com as outras.

    Tempos depois, derivado dos aprendizados e intenções destes encontros, formalizou-se o site www.diversidadenarua.cc, no intuito de ampliar os horizontes de trocas. Atualmente o site permite espaços próprios para as trocas de pessoas que constituem uma rede interligada pela diversidade. Através desta rede, além de um mundo mais inteligente e afetivo para acolher as pessoas através da acessibilidade e inclusão, queremos oportunizar a criação de ações, produtos, serviços e sistemas que possam contribuir para derrubar as barreiras que dificultam o acesso daqueles que têm necessidades diferentes da maioria. Tudo isso de maneira colaborativa.

  • 2014

    Projetos Estratégicos

    A Mercur desenvolve uma série de projetos que visam inovar em áreas estratégicas para a companhia. Em geral buscam alternativas que ajudem a melhor equacionar os impactos da atuação da empresa, melhorando o perfil socioambiental de seu consumo e ampliando os benefícios potenciais de seus produtos e serviços para diferentes públicos.

    Atualmente, os projetos estratégicos são:

    - Projeto Óleo de Mamona
    - Projeto Borracha Natural
    - Projeto Educação e Saúde
    - Projeto Tecnologias Limpas

  • 2014

    Nossa constante caminhada

    Atualmente, empregamos cerca de 600 colaboradores e possuímos um portfólio de aproximadamente 1,5 mil produtos ligados as áreas de educação, prática esportiva e saúde e soluções customizadas para a indústria.

    Nossa proposta de valor está centrada em atuar sempre em razão das pessoas, propondo-se a ajudá-las no desenvolvimento do seu bem-estar, do seu jeito e de um jeito que possa ser bom para o entorno. Temos mantido interlocuções constantes e construções criativas de soluções em diversos segmentos sociais e, por meio delas, descoberto novas maneiras de ajudar pessoas em sua procura por bem-estar, dentro das nossas capacidades. Seguimos trabalhando para que, cada vez mais, a nossa atuação faça sentido e tenha relevância para as pessoas. Dessa forma, procurando sempre legitimar nossa área estratégica de atuação – Bem-estar, entendendo que ele parte do individual para o coletivo, das partes para o todo, da competição para a cooperação, o definimos como: “O mundo de um jeito bom pra todo o mundo”.